+55 (41) 9 8445 0000 arayara@arayara.org

Óleo já atingiu mais de 40 unidades de conservação, diz artigo publicado na Science

O derramamento de óleo que atingiu a costa brasileira a partir de agosto de 2019 já impactou mais de 40 unidades de conservação marinho-costeiras do Brasil e pode ser comparado ao maior desastre ambiental causado por derramamento de óleo no mundo: a explosão da plataforma Deepwater Horizon, em 2010, no Golfo do México, dizem pesquisadores. Inércia do governo brasileiro em enfrentar a crise agravou problema.

As análises estão em três artigos publicados na última semana na revista científica americana Science e são assinadas por pesquisadores de instituições de pesquisa do Brasil, Europa e Austrália.

“Os primeiros estudos que saíram sobre o impacto do óleo foram muito subestimados. Eles falavam de 14-15 unidades de conservação impactadas, mas verificamos que esse número passa de 40. São unidades de várias categorias, em áreas de costões rochosos, leitos de algas calcárias, praias, manguezais, estuários marinhos, leitos de algas marinhas e recifes de corais, em um conjunto único de ecossistemas costeiros ainda pouco conhecidos”, explicou a ((o))eco o biólogo Marcelo Soares, que liderou o estudo em questão, intitulado “ Brazil Oil Response: Time for coordination”.

Soares, que é mestre em Ciências Marinhas Tropicais pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e doutor em Geociências pela Universidade Federal do Ro Grande do Sul, explica que outros grandes impactos causados por óleo já foram registrados, porém, em regiões temperadas de países desenvolvidos ou com menor extensão geográfica e alta frequência, como o ocorrido na Nigéria.

Dada sua extensão (mais de 3 mil km), impactos registrados em regiões de grande importância biológica e falta de resposta eficiente do governo em combater a crise, os pesquisadores consideram que o ocorrido no Brasil é o mais extenso e severo desastre ambiental já registrado em oceanos tropicais. A título de comparação, o derramamento de óleo no Golfo do México atingiu 2,1 mil km e contou com resposta imediata do governo americano, o que não foi o caso do Brasil.

Fonte: O Eco

Compartilhe

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redes Sociais

Posts Recentes

Categorias
Receba as atualizações mais recentes

Faça parte da nossa rede

Sem spam, notificações apenas sobre novidades, campanhas, atualizações.

Leia também

Posts relacionados

Brazilian Federal Court Sets Historic Climate Precedent in Coal Power Plant Licensing Case

Brazil has just reached a historic milestone in climate and environmental litigation. In an unprecedented ruling, the Federal Court of Rio Grande do Sul determined that climate impacts and greenhouse gas (GHG) emissions must be formally considered as mandatory criteria in the environmental licensing process for a coal-fired power plant. The decision was issued in a public civil action filed

Leia Mais »

Justiça cria precedente histórico ao exigir análise climática para renovação da licença da Usina Candiota III

O Brasil acaba de registrar um marco inédito na Justiça climática e ambiental. Uma decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul reconheceu, pela primeira vez, que os impactos climáticos e as emissões de gases de efeito estufa (GEE) precisam fazer parte obrigatoriamente da análise para renovação da licença ambiental de uma usina termelétrica a carvão mineral. A decisão

Leia Mais »

Na Mídia | LRCAP 2026: relatório pede suspensão e PF investiga leilão de energia

Documento aponta indícios de cartel, sigilo de cálculos e impacto bilionário na tarifa; especialistas defendem alternativas limpas ao modelo de térmicas fósseis Por: painelpolitico.com Na tarde desta quarta-feira (6), a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados recebeu um relatório explosivo: o deputado federal Danilo Forte (PP-CE) recomenda a suspensão imediata do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRCAP), a não homologação

Leia Mais »

PAMEC 2026: Arayara reforça protagonismo na transição energética offshore

Evento internacional reuniu especialistas em energias oceânicas no Rio de Janeiro e evidenciou o potencial do Brasil para a transição energética no ambiente marinho.   A Pan-American Marine Energy Conference (PAMEC) 2026 integrou o conjunto de conferências internacionais dedicadas à pesquisa e desenvolvimento de energias renováveis marinhas. Realizada entre os dias 10 e 15 de abril de 2026, na COPPE/UFRJ,

Leia Mais »