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Diversificar investimentos financiando energia solar, já pensou? Conheça opção para renda fixa

Diversificar investimentos financiando energia solar, já pensou? Conheça opção para renda fixa

Ainda pouco difundida no mercado essa nova alternativa na renda fixa pode gerar um retorno total de 16% ao ano

Por Cris Almeida, Valor Investe

De olho no investidor que busca diversificar sua carteira de renda fixa com opções mais rentáveis, a fintech Mutual criou uma modalidade de investimento em crédito para financiar a instalação de painéis solares. Ainda pouco difundida no mercado, de acordo com a empresa, essa nova alternativa na renda fixa pode gerar um retorno total de 16% ao ano no longo prazo, num projeto de seis anos com reinvestimento.

Por exemplo, ao investir R$ 1 mil , o investidor ganha 11% em um ano. Se reinvestir a porcentagem de principal mais os 11% que ganhou, no próximo ano, vai receber o principal novamente, mais a rentabilidade em cima dos 11% e do principal que recebeu, explica o co-presidente da empresa, Victor Fernandes. Ou seja, segundo o gestor, reinvestir o dinheiro periodicamente faz o retorno ser muito maior no longo prazo.

Segundo a Mutual, uma das principais vantagens do investimento em crédito em energia solar frente a outras aplicações de renda fixa, como CDBs pré e pós-fixados, é o fato de o investidor mitigar o risco em relação ao custo de oportunidade.

Isso porque em um cenário de elevação da taxa Selic, por exemplo, ao usar os ganhos mensais para reinvestir em novas cotas com taxas atualizadas de juros, o investidor tem a possibilidade de aproveitar juros mais vantajosos. “No caso das CDBs, o dinheiro investido fica preso à taxa pré-fixada até o vencimento. Assim, o investidor pode acabar perdendo a oportunidade de ganhar mais com a subida dos juros”.

Já o investidor precisa ter em conta que essa modalidade de investimento está sujeita a risco de inadimplência do devedor, e, diferentemente dos CDBs, sem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O valor mínimo para o investimento em crédito para energia solar no Mutual Invest é de R$ 3 mil. Para quem já investe na plataforma, os aportes em novas cotas de solicitações de empréstimos podem variar entre R$ 100 e R$ 500.

Apenas neste ano, cerca de R$ 5 milhões foram transacionados na plataforma Mutual Invest em crédito solar. A meta da fintech é manter uma média de R$ 8 milhões transacionados por mês na modalidade até final de 2021.

Vantagens

Na prática, o investidor adquire cotas de pedidos de empréstimos de pessoas físicas, especificamente para financiar a compra e instalação de equipamentos de energia solar. O público-alvo da Mutual é o investidor com perfil mais arrojado, que busca maiores ganhos a longo prazo ao investir na renda fixa.

O produto é similar ao modelo pré-fixado, porém, tem liquidez mensal. O investidor recebe os rendimentos e o principal das cotas de crédito adquiridas a cada mês, e não somente ao final do pagamento, gerando uma renda passiva de juros mensais que possibilita novos investimentos.

De acordo com as projeções da Mutual, o investidor tem o seu retorno máximo em 40 meses para os investimentos médios de 60 meses, com opções de investimento também entre 12 e 72 meses. Ao reinvestir os recursos mensais recebidos em novas cotas, a empresa diz que o retorno total pode chegar a 16% ao ano.

“Esse ciclo de investimento e o fator juros sobre juros podem dar esse retorno total, algo que um investidor não conseguiria, hoje, com algum outro produto de renda fixa”, destaca Fernandes.

Risco e garantia

O gestor afirma que o investimento em crédito para financiar energia solar pode ser considerado de médio risco devido ao perfil do tomador do empréstimo.

As pessoas que buscam financiamento na plataforma Mutual Invest para viabilizar projetos de energia solar são, em sua maioria, pertencentes às classes A e B, sendo que 85% delas são proprietárias de imóveis sem histórico de inadimplência nos últimos três anos. “Desde o mês de dezembro até hoje, o nível de inadimplência para esse tipo de empréstimo é zero”.

Além disso, as operações de crédito solar oferecem ao investidor a garantia das placas solares adquiridas pelo tomador, por meio da alienação fiduciária desses equipamentos. O registro das placas, inversores e demais equipamentos da instalação consta na cédula de crédito bancário (CCB), que traz também a confirmação de alienação por contrato e obrigatoriedade de seguro por dano, roubo e furto das placas.

Para diminuir o risco, a Mutual também faz um rating das empresas parceiras a partir de informações da saúde financeira de cada uma delas, além da análise de crédito dos tomadores.

Troca de dívida

A principal motivação pela busca do crédito dos tomadores de empréstimos que financiam a instalação das placas é reduzir os gastos com energia elétrica. Fernandes explica que a ideia da Mutual é tratar o empréstimo como uma troca de dívida do tomador. Os integradores e instaladores parceiros da fintech, que são mais de 100 empresas, mostram ao cliente, por meio de simulações de crédito, que é possível trocar sua conta de luz atual pelo financiamento sem que o orçamento fique muito caro.

“O valor das parcelas é calculado de acordo com o gasto mensal atual do cliente com a energia elétrica. O cliente percebe que vale a pena fazer essa troca porque, ao economizar até 95% do valor da sua conta de luz, ele ganha margem para pagar as parcelas do empréstimo, que tem um retorno entre 4 a 5 anos”, conta Fernandes, ressaltando que o cliente também ganha ao não precisar mais se preocupar com o aumento das tarifas de energia elétrica e porque vai utilizar um produto com vida média útil de 20 anos.

Fonte: https://valorinveste.globo.com/produtos/renda-fixa/noticia/2021/10/13/diversificar-investimentos-financiando-energia-solar-ja-pensou-conheca-opcao-para-renda-fixa.ghtml

Empresa Catarinense cresce exponencialmente com a expansão dos Veiculos Elétricos e híbridos no Brasil

Empresa Catarinense cresce exponencialmente com a expansão dos Veiculos Elétricos e híbridos no Brasil

Os carros elétricos parecem ser um caminho sem volta para a indústria automobilística. Inúmeras montadoras já possuem ambiciosos planos para encerrar a fabricação de veículos movidos a combustíveis fósseis. 

No Brasil, esse segmento segue aquecido. Segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), a vendagem de carros elétricos disparou 66% no comparativo anual.

De acordo com a empresa multinacional americana BorgWarner, há algumas tendências que explicam esse fator, como:

  • a autonomia dos veículos elétricos sem recarregar suas baterias aumentou para mais de 450 km;
  • maiores investimentos em postos de recarga, incluindo aqueles em supermercados e postos de gasolina;
  • edução do imposto sobre automóveis (IPVA) nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão e Pernambuco, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e cidade de São Paulo;
  • os preços dos carros elétricos estão caindo;
  • O custo para se rodar 500 km é de apenas 30 reais em um veículo elétrico , já o a gasolina ou flex para rodar a mesma quilometragem  tem o custo de 330,00 reais .  O que significa que em em 5 anos o Proprietario de um veículo elétrico poderá economizar mais de 100.000,00 reais ou  200.000,00 em 10 anos , isso só na economia da compra de combustíveis , fora que um veículo elétrico gasta 90% menos , em manutenções e não exige troca de óleo lubrificante por exemplo. 

“O crescimento dos carros elétricos vai demandar investimentos em infraestrutura, beneficiando a Weg(WEGE3). Por outro lado, este cenário é negativo para a Mahle Metal Leve (LEVE3)”, apontam os analistas da Ágora Investimentos, Victor Mizusaki e Luiza Mussi, em breve comentário enviado a clientes.

Energia solar, outra fonte de recursos

Ainda segundo a dupla, outra notícia positiva para a Weg é a elevação dos investimentos em energia solar da Cemig (CMIG4). 

A elétrica espera investir R$ 300 milhões para construir 6 parques solares: Boa Esperança, Três Marias, Três Marias Jusante e também Cerrados 1, 2 e 3, resultando em uma capacidade combinada de 85 MW. Esses projetos devem entrar em operação no final de 2022.

“Notícias positivas para a Weg à medida que as empresas continuam aumentando os investimentos em geração de energia renovável”, completam.

#eletromobilidade #energiasolar #energiaeolica #transicaojusta #arayara @arayaraoficial #weg #santacatarina #tecnologia #transporte #joinville #energia 

Pesquisa pioneira no Brasil propõe o uso de energia do solo para climatizar edifícios

Pesquisa pioneira no Brasil propõe o uso de energia do solo para climatizar edifícios

Pesquisadora da Escola de Engenharia de São Carlos avaliou se as fundações de prédios podem ajudar no conforto térmico dos ambientes; a primeira edificação do País que contará com a tecnologia já começou a ser construída na capital paulista

Por Assessoria de Comunicação da EESC, com informações de Thaise Morais

Pela primeira vez na história, o Brasil terá um prédio que usa energia do solo para climatizar seus ambientes. O feito inédito é continuidade de uma pesquisa inovadora, realizada na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, que avaliou o uso das fundações de edifícios como meio para a troca de energia térmica entre o prédio e o subsolo. A experiência internacional com o uso dessa tecnologia, baseada em energia geotérmica (do interior da Terra), tem relatado considerável economia no consumo de energia para climatização (aquecimento e resfriamento). Aqui no Brasil, a expectativa com a implementação desse sistema é de que as despesas com o consumo de energia elétrica por aparelhos de ar-condicionado sejam reduzidas. Batizado de CICS Living Lab, a edificação brasileira já começou a ser construída na Escola Politécnica da USP, em São Paulo.

Foi a pesquisadora Thaise Morais, do Departamento de Geotecnia (SGS) da EESC, que desenvolveu a primeira tese de doutorado brasileira para avaliar o desempenho dessa tecnologia nas condições de clima e solo do Brasil. Ela explica que a energia geotérmica é aquela encontrada dentro da crosta terrestre, seja no solo, rochas ou mesmo na água, sendo identificada pela temperatura. Esta energia pode ser transferida para a superfície por processos de troca térmica a partir das fundações da edificação. “A temperatura da região que vai desde a camada superficial da crosta terrestre até algumas centenas de metros de profundidade é resultado das interações naturais que ocorrem entre o ambiente externo e o interior da crosta. Assim, o solo funciona como uma espécie de bateria ou reservatório de energia térmica”, descreve a especialista.

 Esquema ilustra como funciona o sistema de aproveitamento de energia geotérmica para climatizar ambientes – Foto: Thaise Morais

O sistema inovador no País capta ou rejeita calor do/no solo por meio das estacas que compõem a própria fundação do edifício. Essas estacas ficam enterradas e, por estarem em contato direto com o subsolo, possuem uma grande área de contato para a troca térmica. Através de tubos instalados no seu interior e com a ajuda de um fluido, a energia térmica é levada até a superfície, onde uma bomba geotérmica faz a troca de calor entre o subsolo e os ambientes do prédio. “Nos testes, usamos água potável como fluido para a troca de calor entre a fundação e o subsolo. A bomba troca calor com a água a partir de um outro fluido refrigerante que circula em seu interior. Essa troca é feita de forma contínua e repetitiva até que a temperatura desejada para o ambiente seja alcançada”, relata a pesquisadora.

“A experiência internacional tem demonstrado que este tipo de sistema tem sido eficiente e bem-sucedido para aquecer ou resfriar os ambientes e na redução do consumo de energia. O uso destas estruturas tem sido incentivado na Europa pelo governo a fim de reduzir os gastos e a emissão de dióxido de carbono”, lembra Thaise. No Brasil, a novidade ainda não tem um custo definido, mas a longo prazo, o investimento é compensado pela economia dos gastos com energia elétrica.

Aspectos ambientais e de economia foram o incentivo para um engenheiro de minas austríaco criar o sistema de bomba de calor em 1855. A tecnologia é uma das realizações de engenharia mais sofisticadas do século 20. “São dispositivos simples, que realizam o transporte de calor em alto nível de eficiência. Nós realizamos testes de troca térmica entre a fundação e o subsolo em escala real no Campo Experimental de Fundações da EESC, em São Carlos. Além disso, também fizemos ensaios mecânicos e testes térmicos no solo. Os resultados foram muito positivos”, conta Thaise.

Experimentos realizados na Escola de Engenharia de São Carlos atestaram a viabilidade do sistema para utilização em solo brasileiro – Foto: Thaise Morais

O sistema de aproveitamento de energia geotérmica pode ser aplicado em todos os tipos de edifícios. Antes disso, porém, é preciso conhecer as propriedades térmicas do subsolo daquela localidade e analisar as condições de clima e demanda térmica da edificação. “Já se sabe que a partir de poucos metros de profundidade a temperatura do solo praticamente não muda durante o ano, apesar de variar no ambiente externo, e é semelhante à média da temperatura atmosférica anual do local. O Brasil é um país de extensão continental que apresenta temperaturas anuais médias que variam de acordo com a região. Portanto, a eficiência desse sistema, que proporciona redução nos custos operacionais dos edifícios a longo prazo, deve variar regionalmente”, afirma a especialista.

A demanda por fontes alternativas de energia renovável tem aumentado mundialmente e sua utilização já se tornou corriqueira nos projetos de edificações, o que amplia a busca por tecnologias que utilizem energia limpa. Já aplicada em outros países da Europa e nos Estados Unidos há pelo menos 20 anos, o sistema geotérmico é uma das aplicações de energia renovável que mais crescem no planeta. No entanto, seu uso nunca havia sido estudado para implementação em território brasileiro, que possui clima distinto dos países que já o utilizavam.

Trabalhadores instalam as estacas para a realização de testes em escala real no Campo Experimental de Fundações da Escola de Engenharia de São Carlos – Foto: Thaise Morais

“A experiência internacional tem demonstrado que este tipo de sistema tem sido eficiente e bem-sucedido para aquecer ou resfriar os ambientes e na redução do consumo de energia. O uso destas estruturas tem sido incentivado na Europa pelo governo a fim de reduzir os gastos e a emissão de dióxido de carbono”, lembra Thaise. No Brasil, a novidade ainda não tem um custo definido, mas a longo prazo, o investimento é compensado pela economia dos gastos com energia elétrica.

Grande parte do consumo de energia elétrica no Brasil é direcionada aos edifícios, com uma importante parcela relativa ao uso de sistemas de climatização artificial. Estima-se ainda que o consumo de energia elétrica para sistemas de ar-condicionado no Brasil passará de 18,7 Terawatt-hora (TWh), em 2017, para, no mínimo, 36,8 TWh no ano de 2035. “A demanda por climatização artificial nas edificações brasileiras – seja para esquentar ou refrescar o ambiente – é e ainda será uma parcela considerável do consumo de energia elétrica nacional, gerando impacto na geração e no meio ambiente”, acredita a pesquisadora.

Entre os anos de 2005 e 2017, apenas o setor residencial brasileiro mais que duplicou a posse de aparelhos de ar-condicionado – Foto: Canva

A busca dos brasileiros por uma temperatura confortável em casa ou no trabalho coloca o País como o quinto maior consumidor de aparelhos de ar-condicionado do mundo. Dados do Ministério de Minas e Energia mostram que entre os anos de 2005 e 2017 apenas o setor residencial brasileiro mais que duplicou a posse desses equipamentos, tendo aumentado sua participação no consumo total de energia elétrica dentro das casas de 7%, em 2005, para 14% em 2017. Diante da necessidade de reduzir o consumo de energia elétrica com ar-condicionado no Brasil, o sistema baseado na troca de energia térmica com o subsolo a partir das fundações pode ser uma alternativa aos tradicionais sistemas de climatização.

Os estudos realizados na EESC, que começaram em 2014, contaram com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), via projeto de pesquisa coordenado pela professora Cristina Tsuha, que foi orientadora de Thaise, e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que concedeu bolsa de doutorado à pesquisadora.

A tese de Thaise venceu o Prêmio Costa Nunes da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica como melhor tese de doutorado do biênio 2018-2019. A pesquisadora, que concorreu com trabalhos do País inteiro e de diferentes áreas da Geotecnia, celebrou o reconhecimento. “Além de representar a importância do meu trabalho, a vitória também acaba divulgando a inovação e a relevância em implantar esse tipo de sistema no Brasil. Estamos no caminho certo”, conclui.

Projeto do edifício que será construído na Escola Politécnica da USP, em São Paulo – Foto: Aflalo & Gasperini

“Laboratório vivo” de tecnologias sustentáveis

O prédio em construção na USP, em São Paulo, é financiado pelo Centro de Inovação em Construção Sustentável (CICS-USP), que é um ecossistema com representantes de empresas e da academia dedicado a acelerar a inovação, a sustentabilidade e a produtividade na construção civil. O edifício será usado pela Escola Politécnica como um “laboratório vivo”, onde novas tecnologias sustentáveis e materiais inéditos serão testados. As obras estão paralisadas atualmente por conta da pandemia, mas devem ser retomadas assim que possível.

Obras do CICS Living Lab já começaram na capital paulista – Foto: Cristina Tsuha

Texto: Assessoria de Comunicação da EESC, com informações de Thaise Morais

Mais informações: e-mail eesc.jornalista@usp.br, na Assessoria de Comunicação da EESC, ou (16) 99727-2257 (WhatsApp exclusivo para atendimento à imprensa)

#EnergiaGoetérmica #ConstruçãoCivil #ESSC #USP #EngenhariaAmbiental

Já imaginou dirigir um carro elétrico sem a necessidade de uma CNH?

Já imaginou dirigir um carro elétrico sem a necessidade de uma CNH?

Essa é a proposta da Breda, que lançará no mercado automotivo um carro elétrico movido a energia solar com autonomia de 120 km 

Imagem: Squad Mobility

Uma pequena empresa da Holanda pretende criar uma revolução diferenciada com seu próprio carro elétrico movido a energia solar que não necessita de CNH. A empresa holandesa, Breda, anunciou a chegada dos painéis solares para a construção do veículo na sexta-feira (23) e os modelos ficarão prontos em setembro, mas somente em 2022 chegarão no mercado automotivo. 

Carro elétrico movido a energia solar custa R$ 35 mil 

O carro elétrico, que recebeu o nome de Squad é um modelo compacto que mede 2 m x 1,2m x 1,6 m. O veículo, que não necessita de CNH, possui assentos para apenas duas pessoas e tem um preço de aproximadamente 5.750 euros (R$ 35 mil). O modelo é produzido totalmente a partir de materiais recicláveis e se destaca pelo seu painel de energia solar que consegue proporcionar uma autonomia e 20 km em um dia de carga. 

A viagem média de uma pessoa na Europa é de aproximadamente 12 km, de acordo com a fabricante do carro elétrico. Sendo assim, o veículo, que chegará ano que vem no mercado automotivo, conseguirá rodar sozinho sem a utilização de carregamento pela rede elétrica. 

Porém, para que ele possa funcionar em dias desfavoráveis para a energia solar, o carro elétrico possui baterias e terá também a possibilidade de ser carregado por uma tomada de 220V. 

“Um carro solar para todos” 

Um dos slogans do carro elétrico é “um carro solar para todos”, tendo em vista que, apesar de ser um veículo, não necessita de CNH para ser utilizado e nem capacete. 

Suas portas são removíveis e a carroceria foi criada para uma maior segurança do motorista em caso de acidente. O carro elétrico movido a energia solar tem capacidade de atingir uma velocidade máxima de 45 km/h, o que é o suficiente para tarefas cotidianas como ir ao mercado ou ao serviço.

De acordo com Robert Hoevers, CEO da empresa, é complicado competir no mercado automotivo com empresas como a Mercedes, por exemplo, devido a sua empresa ser uma startup. 

Segundo ele, o seu setor de carros elétricos leves ainda está em processo de desenvolvimento e não há grandes players internacionais. Entretanto há uma enorme demanda para este tipo de solução, principalmente, em áreas urbanas. 

Embora a Breda seja holandesa, ela utiliza materiais de vários lugares do mundo. Os painéis de energia solar são da china, as baterias são da Coréia e a carroceria é da Polônia. Hovers afirma que há interesse de diversos países da Europa, Índia, EUA e quem sabe até mesmo o Brasil pelo carro elétrico, e ele espera que após sua chegada no mercado automotivo, consiga fazer parcerias para levar o Squad à regiões como a Ásia.

Fonte: Click Petroleoe Gás

#TransiçãoEnergética #CarroSolar #CarroElétrico #EnergiaRenovável

BNDES suspende financiamento a usinas termelétricas movidas a carvão

BNDES suspende financiamento a usinas termelétricas movidas a carvão

Esse artigo de Vanessa Adachi foi originalmente publicado em https://www.capitalreset.com/bndes-deixa-de-financiar-termicas-a-carvao-e-pode-ampliar-lista-de-exclusao – 27 de julho de 2021


¨Grande financiador de projetos na área de infraestrutura no país, o BNDES definiu que não dará mais crédito para usinas térmicas a carvão. O setor foi incluído formalmente na lista de exclusão do banco”, estampou a revista eletrônica Capital Reset nesta terça (27).


O movimento do BNDES pegou o mercado de surpresa, mas está rigorosamente em linha com outros bancos de desenvoilviment e demais institutições finaceiras privadas, além de fudos como o gigantesco Black Rock (que administra recursos da ordem de 6,7trilhões de Euros, ou quase R$ 49 trilhões). Todos têm se posicionado por colocarem seus recursos em projetos que não incentivem a matriz carbonizada da economia.


“Enfim o BNDES toma a decisão que já se faz em grande parte do mercado financeiro global, que é o de não mais financiar empresas de mineração de carvão e projetos elétricos de termoelétricas a carvão mineral”, um passo importante para uma economia limpa e de baixo carbono”, avaliou Juliano Bueno de Araujo, diretor écnico do Observatório do Carvão Mineral e da Fundação Arayara.


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não é apenas a quase que única fonte de financiamento de longo prazo da infraestrutura econômica do Brasil. Empresa 100% pertencente ao governo federal, é, também, uma espécie de selo que qualidade. Um projeto que seja ao menos parcialmente financiado pelo Banco – uma dos maiores instituições de financiamento ao desenvolvimento em todo o mundo, e que em 2020 desembolsou R$ 64,9 bilhões em financiamentos a projetos de pequenas, médias e grandes empresas- é bem avaliado pelo mercado e tem o acesso a outros financiamentos informalmente faciltados pelo endosso do Banco oficial.
Ou seja: sem o aval do BNDES, os projetos de usinas termelétricas a carvão terão de buscar outras fontes para viabilizar seus empreendimentos, e não poderão usufruir das taxas oferecidas pelo Banco – em geral, as mais baixas do mercado.
O artigo da Capital Reset continua.


“Não financiaremos mais térmicas a carvão, independentemente da tecnologia empregada ou de qualquer outra coisa”, diz o diretor do BNDES, Bruno Aranha, diretor de crédito produtivo e socioambiental da estatal.


A Capital Reset também observou que “como consequência da exclusão das térmicas, projetos de mineração de carvão voltados a abastecê-las também deixam de ser elegíveis para crédito do banco a partir de agora.


A revista lembra que “o último projeto no setor a contar com crédito do banco foi o da implantação da térmica de Pampa Sul, da Engie, em 2018. O banco destinou R$ 728,9 milhões em recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)”.


“No fim do ano passado, a térmica emitiu uma debênture para refinanciar parte das dívidas contraídas para sua construção e neste ano foi colocada à venda como parte das metas da Engie de limpar totalmente sua matriz energética.
“Colocar o carvão na lista foi um primeiro passo. “Estamos revisando nossa lista de exclusão, das atividades que não apoiamos financeiramente. O carvão foi a principal novidade até agora, mas estamos estudando outras possibilidades”, diz Aranha, que, além da nova diretoria, coordena um projeto para adequar a governança do banco à agenda ESG.


O segmento de óleo e gás segue apto a receber recursos, mas Aranha informou que “o Banco está se estruturando para assumir compromissos de descarbonização de suas carteiras, tanto a de crédito quanto a de ações. Um primeiro passo será medir a pegada de carbono dos dois portfólios (o inventário de emissões diretas e indiretas, mas fácil de fazer do que o da carteira de negócios, já foi concluído para o exercício de 2020).


“O que ele chama de carteira ESG são os R$ 138 bilhões que ao final de 2020 estavam alocados em projetos que geram externalidades sociais ou ambientais positivas, como energia renovável, educação, saúde, saneamento, eficiência energética e gestão de resíduos. Só no ano passado foram destinados R$ 20 bilhões a esse tipo de projeto.”


“Foram vendidos papéis de setores emissores de gases de efeito estufa, como Vale, Petrobras e Marfrig. O BNDES também saiu de Suzano, empresa de papel e celulose que captura mais CO2 em suas florestas do que emite nas atividades ambientais.


“Com os recursos liberados, vamos apoiar mais projetos de saneamento e de energia limpa, portanto, a reciclagem do portfólio está contribuindo positivamente para nossa pegada.”

Descomissionamento #Descarbonização #TransiçãoEnergética #BNDES #CombustíveisFósseis #TransiçãoJusta #MudançasClimáticas #ObservatórioDoCarvão #InstitutoArayara

Região Nordeste bate novo recorde de geração de energia eólica e solar

Região Nordeste bate novo recorde de geração de energia eólica e solar

A Eletricidade produzida pelos ventos em 21 de julho foi suficiente para atender quase 100% da demanda local no dia

Informações obtidas da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), no dia 19 de julho, a geração instantânea alcançou 2.211 MW , montante suficiente para atender a 20% da demanda do Subsistema do Nordeste naquele momento. O último recorde do tipo foi registrado no dia 28 de junho.

O Nordeste também tem tido bom desempenho em outra fonte de energia limpa: a eólica, gerada pelo vento. O terceiro recorde de geração média do mês ocorreu no dia 21 de julho, quando o ONS identificou a marca inédita de 11.094MW médios, valor capaz de atender quase 100% da demanda da região no dia.

“Em 2021, já entraram em operação mais de 3.400 MW provenientes das mais diversas fontes de energia, com a solar correspondendo a 48% dessa expansão. Atualmente, 85% da nossa matriz elétrica é limpa e renovável”, destacou o secretário Adjunto de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Domingos Romeu Andreatta.” 

Porém  o governo federal persiste em incentivar a implantação de novas termoelétricas a carvão Mineral que significam sempre :

1) Aumento nas emissões de GEE gases de efeito estufa . Acelerando as mudanças climáticas e a crise hídrica 

2) Aumento significativo das tarifas de energia de consumidores domésticos , rurais e industriais .  Gerando aumentos de custo de vida e encarecimento da produção agrícola e de bens de consumo .

De acordo com o ONS, a energia eólica hoje representa 10,7% da matriz elétrica brasileira e a expectativa é que chegue ao fim do ano atingindo 11,2%. A solar representa 1,9% da produção do país, podendo atingir 2,6% até dezembro de 2021.

Energia solar

Em julho foi inaugurado, em Pernambuco, três usinas solares no município de São José do Belmonte, em Pernambuco. Segundo o Ministério de Minas e Energia, deverá ser o maior complexo da América Latina em geração de energia solar. As usinas são capazes de abastecer cerca de 800 mil famílias. Os investimentos chegaram a R$ 3 bilhões e as obras de construção geraram 2.500 empregos diretos e indiretos.

Nos últimos três anos, o crescimento da energia solar centralizada (gerada por grandes usinas como hidrelétricas e termelétricas) foi de 200%, enquanto que a solar distribuída (gerada no local de consumo ou próximo a ele) passou de 2.000%.  O crescimento excepcional do setor se deu especialmente devido os inúmeros aumentos das tarifas de energia realizadas pelo governo federal e o consumo de energia geradas por térmicas a carvão , gás e óleo que pressionam o sistema elétrico nacional e tarifas .

É essencial um novo marco energético e políticas públicas subnacionais de incentivo às energias renováveis e GD geração distribuída, bem como acesso a financiamentos subsidiária de auto geração éolica , solar e Biogas , bem como plano audaciosos de Eficiência Energética .

O Observatório do Carvão Mineral ( OCM ), a COESUS Coalizão Não Fracking Brasil  e a Fundação ARAYARA.ORG tem atuado junto aos governos subnacionais, MME, Ministerio da Economia e Congresso Nacional , propondo o melhor caminho para a TRANSIÇÃO JUSTA e a TRANSIÇÃO ENERGÉTICA.