+55 (41) 9 8445 0000 arayara@arayara.org

Após dois meses do segundo cancelamento a audiência pública sobre UTE Brasília segue sem nova data a ser definida pelo IBAMA e a Termo Norte 

Suspensa há dois meses após protestos, a audiência pública para discutir a implantação da Usina Termelétrica (UTE) Brasília ainda não tem nova data definida pelo IBAMA. O projeto, previsto para o distrito de Samambaia, enfrenta forte resistência de ambientalistas e moradores da região.

 

A principal crítica é a localização da usina, que exigiria a demolição da Escola Classe Guariroba, afetando mais de 300 estudantes da zona rural. O Instituto Internacional Arayara, por meio da campanha “Xô Termelétrica”, também alerta para impactos ambientais como a contaminação do Rio Melchior, emissões de grandes volumes de CO₂ e chaminés equivalentes a um prédio de 42 andares.

 

Segundo o diretor técnico da Arayara, Juliano Bueno de Araújo, o caso representa “injustiça socioambiental” por afetar uma população vulnerável já exposta à estiagem e à poluição. “A instalação de uma termelétrica em pleno Cerrado, às margens de um rio degradado, retirando uma escola pública para dar lugar à queima de gás, é o retrato do racismo ambiental. A sociedade de Samambaia deu seu recado: não aceitará retrocessos em nome de uma falsa modernização energética”, afirmou.

 

A segunda tentativa de realização da audiência ocorreu em 17 de junho, com participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e da Termo Norte, responsável pelo projeto, mas a comunidade unida em mais de 400 vozes disse Xô Termelétrica e portanto a audiência foi suspensa pelo IBAMA. Já a primeira, em março, foi suspensa por decisão judicial após questionamentos sobre a transparência do processo.

 

Sendo assim, a população do Distrito Federal está há dois meses sem nenhuma posição do IBAMA e nem dos responsáveis pelo empreendimento sobre o andamento do processo de licenciamento ambiental, assim como uma nova audiência pública para discutir os impactos e riscos socioambientais deste empreendimento. 

Compartilhe

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redes Sociais

Posts Recentes

Categorias
Receba as atualizações mais recentes

Faça parte da nossa rede

Sem spam, notificações apenas sobre novidades, campanhas, atualizações.

Leia também

Posts relacionados

Arayara participa do novo relatório global do Global Monitor Energy que monitora expansão e declínio do carvão no mundo

O Instituto Internacional ARAYARA é coautor do relatório internacional Ascensão e Queda 2026 (Boom and Bust Coal 2026), produzido pela Global Energy Monitor (GEM) em parceria com organizações da sociedade civil e centros de pesquisa de diferentes países. A publicação acompanha as principais tendências globais da indústria do carvão, incluindo expansão de novas usinas, desativações, subsídios, políticas energéticas e os

Leia Mais »

Na mídia | Questionamentos judiciais fazem ANEEL adiar homologação do leilão de térmicas a combustíveis fósseis

FIESP e CNI criticam o certame e pedem para acompanhar o processo no TCU; Arayara pede ao tribunal a exclusão de usinas a carvão do processo. Por ClimaInfo 17/05/2026  Continua o imbróglio envolvendo o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) de 2026, que contratou usinas a gás fóssil, carvão, óleo combustível e diesel, e só é elogiado pelas empresas que

Leia Mais »

Brazilian Federal Court Sets Historic Climate Precedent in Coal Power Plant Licensing Case

Brazil has just reached a historic milestone in climate and environmental litigation. In an unprecedented ruling, the Federal Court of Rio Grande do Sul determined that climate impacts and greenhouse gas (GHG) emissions must be formally considered as mandatory criteria in the environmental licensing process for a coal-fired power plant. The decision was issued in a public civil action filed

Leia Mais »

Justiça cria precedente histórico ao exigir análise climática para renovação da licença da Usina Candiota III

O Brasil acaba de registrar um marco inédito na Justiça climática e ambiental. Uma decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul reconheceu, pela primeira vez, que os impactos climáticos e as emissões de gases de efeito estufa (GEE) precisam fazer parte obrigatoriamente da análise para renovação da licença ambiental de uma usina termelétrica a carvão mineral. A decisão

Leia Mais »