Escolha uma Página
Já imaginou dirigir um carro elétrico sem a necessidade de uma CNH?

Já imaginou dirigir um carro elétrico sem a necessidade de uma CNH?

Essa é a proposta da Breda, que lançará no mercado automotivo um carro elétrico movido a energia solar com autonomia de 120 km 

Imagem: Squad Mobility

Uma pequena empresa da Holanda pretende criar uma revolução diferenciada com seu próprio carro elétrico movido a energia solar que não necessita de CNH. A empresa holandesa, Breda, anunciou a chegada dos painéis solares para a construção do veículo na sexta-feira (23) e os modelos ficarão prontos em setembro, mas somente em 2022 chegarão no mercado automotivo. 

Carro elétrico movido a energia solar custa R$ 35 mil 

O carro elétrico, que recebeu o nome de Squad é um modelo compacto que mede 2 m x 1,2m x 1,6 m. O veículo, que não necessita de CNH, possui assentos para apenas duas pessoas e tem um preço de aproximadamente 5.750 euros (R$ 35 mil). O modelo é produzido totalmente a partir de materiais recicláveis e se destaca pelo seu painel de energia solar que consegue proporcionar uma autonomia e 20 km em um dia de carga. 

A viagem média de uma pessoa na Europa é de aproximadamente 12 km, de acordo com a fabricante do carro elétrico. Sendo assim, o veículo, que chegará ano que vem no mercado automotivo, conseguirá rodar sozinho sem a utilização de carregamento pela rede elétrica. 

Porém, para que ele possa funcionar em dias desfavoráveis para a energia solar, o carro elétrico possui baterias e terá também a possibilidade de ser carregado por uma tomada de 220V. 

“Um carro solar para todos” 

Um dos slogans do carro elétrico é “um carro solar para todos”, tendo em vista que, apesar de ser um veículo, não necessita de CNH para ser utilizado e nem capacete. 

Suas portas são removíveis e a carroceria foi criada para uma maior segurança do motorista em caso de acidente. O carro elétrico movido a energia solar tem capacidade de atingir uma velocidade máxima de 45 km/h, o que é o suficiente para tarefas cotidianas como ir ao mercado ou ao serviço.

De acordo com Robert Hoevers, CEO da empresa, é complicado competir no mercado automotivo com empresas como a Mercedes, por exemplo, devido a sua empresa ser uma startup. 

Segundo ele, o seu setor de carros elétricos leves ainda está em processo de desenvolvimento e não há grandes players internacionais. Entretanto há uma enorme demanda para este tipo de solução, principalmente, em áreas urbanas. 

Embora a Breda seja holandesa, ela utiliza materiais de vários lugares do mundo. Os painéis de energia solar são da china, as baterias são da Coréia e a carroceria é da Polônia. Hovers afirma que há interesse de diversos países da Europa, Índia, EUA e quem sabe até mesmo o Brasil pelo carro elétrico, e ele espera que após sua chegada no mercado automotivo, consiga fazer parcerias para levar o Squad à regiões como a Ásia.

Fonte: Click Petroleoe Gás

#TransiçãoEnergética #CarroSolar #CarroElétrico #EnergiaRenovável

E se todos os veículos fossem elétricos?

E se todos os veículos fossem elétricos?

Estima-se que 30% das emissões de gases poluentes na Europa sejam produzidas por transportes. Dessas, mais de 70% por transportes rodoviários. O que mudaria se todos os veículos fossem elétricos?

O silêncio da ignição. O sossego do para-arranca. O recato da hora de ponta. Expressões como estas podem não fazer grande sentido no tempo em que vivemos. Mas se todos os veículos fossem elétricos, outros motores cantariam. Apesar da obrigatoriedade dos chamados avisadores acústicos, está provado que, a baixas velocidades, o ruído emitido pelos motores elétricos é bem menor que o dos seus congéneres de combustão interna. Nas grandes cidades, onde se circula em média abaixo dos 20 km/h, a diferença na poluição sonora seria, por isso, considerável.

E o que dizer da qualidade do ar? Tomemos Lisboa como exemplo: nas primeiras semanas após a instauração do estado de emergência, a emissão de gases poluentes na Avenida da Liberdade teve uma redução de 60%, devido, sobretudo, à diminuição do tráfego rodoviário. Ora, sabendo-se que em Portugal o parque automóvel é o mais envelhecido de sempre (média de 12,7 anos por automóvel) e que um veículo elétrico emite, em todo o seu ciclo de vida, menos dois terços da quantidade de dióxido de carbono que os de motor a gasóleo ou gasolina, o ar tornar-se-ia, automaticamente, muito mais respirável.

Se todos os veículos fossem elétricos, o consumo de eletricidade em Portugal — que se tem mostrado estado estável na última década — subiria, por certo, em flecha. Mais de 14%, segundo estimativas da APETRO (Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas). Aumentar a produção de eletricidade, descarbonizando-a ao mesmo tempo, seria um desafio. Ultrapassável, porém, tendo em conta que as fontes renováveis já contribuem com mais de metade da produção total de energia em Portugal. Além disso, e ainda segundo a APETRO, o país pouparia 1723 milhões de euros nas importações de combustíveis fósseis.

A Agência Portuguesa do Ambiente estima que em Portugal, a poluição atmosférica provoque seis mil mortes por ano, devido às elevadas concentrações de partículas finas e dióxido de azoto (NO2), gás resultante da queima de combustíveis fósseis. A poluição contribui para a prevalência da rinite alérgica ou da DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica) nas grandes cidades. Um parque automóvel 100% elétrico contribuiria, sem dúvida, para mitigar estes problemas.

Perante esse cenário, outros desafios surgiriam: a necessidade de reforçar redes de carregamento, tornar a produção de lítio e cobalto — metais indispensáveis ao fabrico de baterias — mais sustentável, apostar na reciclagem e reutilização de baterias e até a conversão de certos postos de trabalho, ligados às oficinas e estações de serviço convencionais. Mas, no final de contas, o resultado seria um mundo melhor? Muito provavelmente, sim.

Fonte: Observador