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Entre metas e contradições: especialistas debatem caminhos para uma política climática justa e inclusiva

Evento “Vozes Negras Pelo Clima” reuniu organizações da sociedade civil para analisar NDC brasileira, mitigações e os complexos desafios para a implementação de metas climáticas justas.

A sede da Anistia Internacional Brasil, em Brasília, foi o palco de intensos debates no último sábado, 11 de outubro, durante a oficina “Vozes Negras Pelo Clima – Advocacy climático com foco nas negociações no âmbito da UNFCCC para COP 30”. O evento, que contou com a participação estratégica de especialistas do Instituto Internacional ARAYARA, teve como objetivo fortalecer a capacitação da sociedade civil para as negociações internacionais do clima.

A ARAYARA marcou presença com um time de alto nível, evidenciando seu compromisso com a articulação em rede. Participaram ativamente Kerlem Carvalho, Coordenadora de Oceanos; Lucas Kannoa, Gerente Jurídico e Coordenador do Programa Defensores dos Defensores; e Renata Prata, Coordenadora de Advocacy Institucional. Suas contribuições foram centrais para os debates sobre a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, as estratégias de mitigação e os caminhos para uma transição energética justa.

A oficina, uma iniciativa da Vozes Negras Pelo Clima, foi co-organizada por uma poderosa coalizão de entidades, incluindo Anistia Internacional Brasil, Oxfam Brasil e Laclima, além de diversos coletivos e movimentos sociais. “A agenda do dia foi dedicada a uma profunda troca de saberes e experiências, com foco no mapeamento dos desafios e oportunidades para o advocacy climático no contexto de preparação para a COP 30, que será realizada em Belém”. destaca Renata Prata.

Os especialistas da ARAYARA destacaram a necessidade de o Brasil superar robustos desafios e contradições éticas e paradigmáticas para cumprir suas próprias metas climáticas. “ Foram apontadas as contradições entre o discurso oficial e a manutenção de políticas que incentivam a exploração de combustíveis fósseis e pressionam os biomas, comprometendo a ambição da NDC brasileira”, pontua Kerlem Carvalho.

Lucas Kannoa avalia que a troca foi considerada extremamente produtiva, resultando em um alinhamento estratégico entre as organizações presentes. “ A conclusão unânime reforça que a implementação efetiva da NDC exige uma abordagem transversal, que incorpore justiça social, racial e ambiental, e que a pressão da sociedade civil organizada será fundamental para garantir ambição e transparência por parte do governo brasileiro”.

Para a diretora executiva da ARAYARA, Nicole Figueiredo, a participação qualificada da instituição no evento reforça seu papel de liderança não apenas na denúncia, mas na construção de soluções e na formação de alianças sólidas para influenciar as políticas climáticas nacionais e internacionais.

 

Fotos: Túlio Filipe Seabra da Silva
Insta: @tuliooseabra | @negritandoprod

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