+55 (41) 9 8445 0000 arayara@arayara.org

ARAYARA na Mídia:

A carta da presidência designada da COP30, assinada pelo Embaixador André Corrêa do Lago, menciona a importância da ciência climática e do IPCC, mas falha ao não abordar de forma clara e direta a principal causa da crise climática: os combustíveis fósseis.

Embora mencione a necessidade de “afastar gradualmente dos fósseis”, a carta omite os setores que mais emitem gases de efeito estufa e ignora o avanço da exploração de petróleo e gás na Amazônia – justamente o bioma que sediará a conferência. Essa ausência é especialmente grave diante da pressão crescente pela liberação. E, a decisão de proibir ou restringir seria um passo concreto e simbólico em direção à justiça.

Não mencionar essa questão específica na carta sinaliza uma falta de escuta à sociedade civil brasileira e mundial, visto que um compromisso ambicioso com a ação climática e com a proteção dos direitos das comunidades, dependem da saúde e preservação da Amazônia.

O texto também cita equidade e desigualdades raciais, mas não reconhece o racismo ambiental nem as chamadas zonas de sacrifício – territórios onde populações marginalizadas são expostas à poluição e à degradação. Ignorar essas dinâmicas compromete a credibilidade do compromisso com a justiça climática.

Não mencionar a expansão fóssil na Amazônia é ignorar uma das maiores ameaças ambientais e sociais do país. O compromisso com a ação climática precisa estar alinhado com decisões concretas, como barrar a exploração de fósseis nesse bioma essencial. A ausência desse debate na carta sinaliza distanciamento das vozes da sociedade civil e das comunidades diretamente afetadas pela crise climática.

Sara Ribeiro, relações institucionais do Instituto Internacional Arayara – gerente especial COP30 ; Vinícius Nora, gerente de operações do Instituto Internacional Arayara ; Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora-executiva do Instituto Internacional Arayara

Fonte: Jornal de Brasília

Foto: reprodução/  ICMBio

Compartilhe

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redes Sociais

Posts Recentes

Receba as atualizações mais recentes

Faça parte da nossa rede

Sem spam, notificações apenas sobre novidades, campanhas, atualizações.

Leia também

Posts relacionados

ARAYARA na Mídia: Liminar pede exclusão de térmicas a carvão do LRCap

Por: Camila Maia – MegaWhat 05/03/2026 Na petição, o instituto argumenta que as características operacionais dessas usinas são incompatíveis com o objetivo central do leilão, que é contratar potência flexível capaz de responder rapidamente às necessidades do sistema elétrico. O mecanismo foi desenhado justamente para lidar com um sistema com participação crescente de fontes intermitentes, como eólica e solar, que

Leia Mais »

A proteção do Oceano é destaque em agenda no Peru

Nos dias 24 e 25 de janeiro, o Instituto Arayara participou, em Lima (Peru), da Consulta Regional sobre Capacidades Legais para a Proteção do Oceano, promovida pela Asociación Interamericana para la Defensa del Ambiente (AIDA). O encontro reuniu especialistas em temas marinhos de toda a região da América do Sul, em uma oficina de discussão e diálogo, com o objetivo

Leia Mais »

Na Mídia | Flexibilização do licenciamento ambiental entra em vigor nesta quarta com ações no STF alegando inconstitucionalidade

Derrubada de 56 vetos de Lula pelo Congresso restituiu ao texto dispositivos que ampliam modalidades simplificadas, reduzem a participação de órgãos setoriais e restringem exigências previstas em normas anteriores Por Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro – O Globo   A Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que flexibiliza o processo de concessão de licenças, entrou em vigor nesta quarta-feira, 180

Leia Mais »

Na mídia | Fracking: STJ pode avaliar uso de técnica controversa e redefinir exploração de gás neste semestre

Processo que discute viabilidade jurídica e condições técnicas para o fraturamento hidráulico foi instaurado pelo tribunal após 11 anos de impasse; tema mobiliza mais de 500 municípios brasileiros Por: Gabriela da Cunha –  Estadão.com Com a volta do ano judiciário, em fevereiro, o STJ pode levar a julgamento, ainda neste semestre, a ação sobre o uso do fracking no País.

Leia Mais »