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Palestra debate impactos socioambientais e racismo ambiental no DF em evento do CRESS

Na última quarta (14), a mobilizadora socioambiental da ARAYARA e coordenadora do Instituto Filhas da Terra, Larissa Brenda Cordeiro, participou como palestrante de um evento promovido pela Gerência de Serviço Social na Saúde e pelo Conselho Regional de Serviço Social (CRESS-DF).

A atividade, realizada em alusão ao Dia do Assistente Social, teve como tema central deste ano: “Crise socioambiental, emergências sanitárias e prática profissional.”

Durante sua fala, Larissa abordou a realidade e os impactos socioambientais e à saúde pública no Distrito Federal, com ênfase especial no projeto de instalação de uma usina termelétrica na região, a UTE Brasília. A palestra também destacou a eco-história dos territórios de Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol e Samambaia — áreas marcadas por forte presença de populações vulnerabilizadas e onde está localizado o Rio Melchior, caso emblemático de racismo ambiental no DF.

“É importante destacar que a proposta de criação da usina prevê o fechamento da única Escola Classe localizada na área rural de Samambaia, o que afetará diretamente mais de 365 crianças, não apenas da região, mas também da área rural de Ceilândia. Cordeiro ressaltou ainda que essa escola já havia sido transferida anteriormente devido à proximidade com um aterro sanitário, encerrado por oferecer condições insalubres para os alunos.

Ao final da palestra, foi realizada uma rodada de perguntas com o público presente, o que impulsionou novas parcerias para aprofundar o debate sobre racismo ambiental em outras regiões do Distrito Federal.

“Acredito que essa palestra foi fundamental para fortalecer a articulação da nossa categoria profissional na defesa dos direitos sociais e ambientais. As questões ambientais ainda são pouco discutidas dentro do Serviço Social, e por isso fiquei muito feliz com a escolha da temática deste ano e com o convite para compor a mesa de palestrantes”, afirmou Larissa.

O evento reforçou a importância de incluir as emergências socioambientais como pauta permanente nas práticas profissionais do Serviço Social, especialmente diante dos desafios impostos pela crise climática e seus desdobramentos nos territórios mais vulneráveis.

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