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NOTA DE REPÚDIO: Arayara repudia truculência de representantes do setor de mineração carbonífera em debate público na Câmara Municipal de Siderópolis

O Instituto Internacional Arayara manifesta seu total repúdio à truculência, desrespeito e ameaças feitas, durante o debate público na Câmara de Vereadores de Siderópolis, na última terça-feira, 16 de agosto, por algumas pessoas que se identificaram como representantes de sindicatos de mineiros da região carbonífera de Santa Catarina. 

A reunião havia sido solicitada pela própria comunidade para discutir medidas de recuperação e proteção do principal rio da cidade, o Mãe Luzia, que vem sendo poluído, ao que tudo indica, por resíduos de áreas degradadas pela extração de carvão.

Em um gesto covarde, machista e intimidatório, uma das diretoras do Instituto Arayara foi vítima de agressões verbais, em uma tentativa desonesta de tumultuar a reunião e constranger os membros da comunidade que estavam lá presentes para um debate legítimo e democrático.

Ao tentar esclarecer que todos ali haviam sido convidados para o debate, por meio de carro de som que circulou pelas ruas de Siderópolis, a diretora da Arayara foi chamada de mentirosa e coagida por um grupo de homens, que a cercou e, ainda, arrancou com violência e jogou ao chão a faixa que é usada nas campanhas de conscientização da Arayara em defesa da transição energética justa e sustentável.

Antes mesmo do início do debate, no lado de fora da Câmara de Vereadores, já havia ocorrido manifestações de agressividade desmedida e desnecessária, por uma pessoa que passou em um carro, buzinando e xingando os membros da Arayara. Posteriormente, essa mesma pessoa chutou a porta do veículo da Arayara, que se fechou contra a perna de outro diretor da organização, no momento em que ele saía do carro.

Por conta de toda a truculência e o tom ameaçador nas falas desses supostos representantes dos mineiros, a Polícia Militar foi acionada para garantir a segurança de membros da comunidade na saída do debate e também escoltar a equipe da Arayara até a saída da cidade.

No dia seguinte ao debate, membros da Arayara receberam mensagens da comunidade com manifestações de desaprovação pelo comportamento truculento e machista do grupo que atacou a diretora da instituição e pedidos de desculpas pelo ocorrido.

A assessoria jurídica do Instituto Arayara está analisando todas as medidas cabíveis para denunciar e responsabilizar, inclusive criminalmente, esses agressores. A organização lamenta, profundamente, esse ato desrespeitoso com a Casa Legislativa e a comunidade, e a tentativa de intimidar os moradores de Siderópolis, que se uniram no movimento “Rio Mãe Luzia pede Socorro”, para defender esse precioso patrimônio do município e região.

A Diretoria

 

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