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A carta da presidência designada da COP30, assinada pelo Embaixador André Corrêa do Lago, menciona a importância da ciência climática e do IPCC, mas falha ao não abordar de forma clara e direta a principal causa da crise climática: os combustíveis fósseis.

Embora mencione a necessidade de “afastar gradualmente dos fósseis”, a carta omite os setores que mais emitem gases de efeito estufa e ignora o avanço da exploração de petróleo e gás na Amazônia – justamente o bioma que sediará a conferência. Essa ausência é especialmente grave diante da pressão crescente pela liberação. E, a decisão de proibir ou restringir seria um passo concreto e simbólico em direção à justiça.

Não mencionar essa questão específica na carta sinaliza uma falta de escuta à sociedade civil brasileira e mundial, visto que um compromisso ambicioso com a ação climática e com a proteção dos direitos das comunidades, dependem da saúde e preservação da Amazônia.

O texto também cita equidade e desigualdades raciais, mas não reconhece o racismo ambiental nem as chamadas zonas de sacrifício – territórios onde populações marginalizadas são expostas à poluição e à degradação. Ignorar essas dinâmicas compromete a credibilidade do compromisso com a justiça climática.

Não mencionar a expansão fóssil na Amazônia é ignorar uma das maiores ameaças ambientais e sociais do país. O compromisso com a ação climática precisa estar alinhado com decisões concretas, como barrar a exploração de fósseis nesse bioma essencial. A ausência desse debate na carta sinaliza distanciamento das vozes da sociedade civil e das comunidades diretamente afetadas pela crise climática.

Sara Ribeiro, relações institucionais do Instituto Internacional Arayara – gerente especial COP30 ; Vinícius Nora, gerente de operações do Instituto Internacional Arayara ; Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora-executiva do Instituto Internacional Arayara

Fonte: Jornal de Brasília

Foto: reprodução/  ICMBio

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