+55 (41) 9 8445 0000 arayara@arayara.org

#SalveNoronha: Querem destruir um santuário natural para explorar petróleo

Um dos maiores espetáculos naturais do Brasil, com praias paradisíacas e preservadas, baías, piscinas naturais, fauna e flora diversa em um santuário ecológico que abriga um ecossistema imenso e delicado, com dezenas de espécies ameaçadas de extinção no país e no mundo.

É este mesmo santuário que corre o risco de ser destruído e manchado de preto pelo descaso da Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP), que pretende leiloar blocos de petróleo da região sem nenhuma análise dos impactos ambientais gravíssimos que isso envolve.

A inclusão da Bacia Potiguar na 17ª rodada do leilão da exploração de petróleo e gás atinge diretamente o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, patrimônio mundial da humanidade, junto à Reserva Biológica do Atol das Rocas. Patrimônios naturais e históricos dos brasileiros. Ameaçados de morte, em todos os sentidos.

Os trechos da Bacia Potiguar ofertados para a exploração ficam ao longo da costa do Rio Grande do Norte, a cerca de 370km de Fernando de Noronha e a 260km de Atol das Rocas. Além disso, não existem estudos ou simulações em casos de acidentes durante a exploração do petróleo. Em apenas uma das áreas sobrepostas à Bacia Potiguar, 61 espécies estão ameaçadas de extinção.

Destaca-se a ameaça aos grandes mamíferos, como a baleia-sei, a baleia-azul, a baleia-fin e o cachalote, que são sensíveis à atividade sísmica. E o risco de afetar a conservação das cinco espécies de tartarugas marinhas, chamando a atenção que todas elas estão presentes nos blocos exploratórios propostos.

Santuários e berçários naturais em perigo

A região do arquipélago de Noronha abriga grupos ameaçados de extinção, como a Baleia Azul – maior animal do planeta e que está criticamente em risco de extinção -, espécies raras de tubarões, raias e tartarugas. No local vivem cerca de 230 espécies de peixes e 15 de corais.

Já o Atol das Rocas se encontra preservado em torno de uma laguna em um anel de recifes. Muitos não sabem, mas o Atol é considerado um berçário natural, com águas protegidas de até mil metros de profundidade, onde acontece a reprodução de baleias, golfinhos e tubarões. É o segundo maior local de reprodução da Tartaruga Verde em todo o mundo.

O arquipélago abriga aves migratórias, espécies ameaçadas de extinção, espécies endêmicas – aquelas encontrados em determinada região geográfica e que não conseguem se desenvolver fora daquele ambiente.

Segundo o ICMBio, Noronha e Atol representam ecossistemas insulares oceânicos com águas altamente produtivas, que fornecem alimentos para atuns, tubarões, cetáceos e tartarugas marinhas que migram para a costa atlântica oriental da África. Constituem em verdadeiros “oásis” da vida marinha em um oceano relativamente estéril, contribuindo para a reprodução, dispersão e colonização de organismos marinhos no Atlântico Sul tropical.

Agora, imagine tudo isso contaminado, destruído e sem vida, coberto de petróleo, porque os órgãos que deveriam proteger são os mesmos responsáveis por ameaçar o santuário como objeto de comércio, puro e simples.

Já sabemos que a ANP não tem dado atenção às questões ambientais e sociais. Não tem nem 2 anos que o mega acidente petroleiro atingiu mais de 2 mil quilômetros do litoral das regiões Nordeste e Sudeste, gerando prejuízos bilionários para a indústria do Turismo, a indústria da Pesca e ao Meio Ambiente.

Ficou claro, ali, que não há um plano de contingência eficiente e eficaz para remediar os impactos que a indústria petroleira venha causar, tão pouco de fiscalizar as operações de petróleo e gás realizadas em território nacional.

Criamos uma campanha para salvar Noronha e Atol

Assine e apoie aqui: https://salvenoronha.arayara.org/

Por tudo isso, o Instituto Internacional Arayara, o Observatório do Petróleo e Gás, Observatório do Clima, ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) , Fridays For Future Brasil assumiram o compromisso – que deveria ser da ANP e do Ministério do Meio Ambiente – de proteger estes santuários naturais.

Participamos da audiência pública sobre o leilão e levantamos todos os riscos que envolvem a atividade. Preparamos um relatório técnico sobre os impactos ambientais, sociais e legais da 17ª rodada de licitações e já elaboramos ações civis públicas para pedir a exclusão dos blocos que podem afetar toda uma cadeia de vidas e áreas naturais.

Em nosso relatório observamos que tanto a posição técnica do ICMBio referente ao alto risco de inclusão da Bacia Potiguar, quanto o parecer do IBAMA, foram totalmente desconsideradas pela ANP.

A Avaliação Ambiental de Área Sedimentar foi substituída por um parecer conjunto do Ministério de Minas e Energia e do Ministério do Meio Ambiente, que deixaram a ANP à vontade para ignorar os riscos ambientais, sociais e econômicos à toda a população e biodiversidade brasileira.

O ICMBio considera que as atividades exploratórias, bem como um evento acidental, podem trazer danos irreparáveis à diversidade biológica desses ecossistemas, afetando a vida marinha e populações de aves.

Além do claro impacto à fauna brasileira, a insistência da ANP em promover a exploração de combustíveis fósseis, contribui para a escassez hídrica e alimentar, eventos climáticos extremos como enchentes e secas, e aumenta as doenças tropicais como consequência das mudanças climáticas provocadas pelos combustíveis fósseis.

Participe desta campanha, salve Fernando de Noronha, Atol das Rocas e todas as vidas ameaçadas pela exploração de combustíveis fósseis

Compartilhe

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redes Sociais

Posts Recentes

Receba as atualizações mais recentes

Faça parte da nossa rede

Sem spam, notificações apenas sobre novidades, campanhas, atualizações.

Leia também

Posts relacionados

Na Mídia | Flexibilização do licenciamento ambiental entra em vigor nesta quarta com ações no STF alegando inconstitucionalidade

Derrubada de 56 vetos de Lula pelo Congresso restituiu ao texto dispositivos que ampliam modalidades simplificadas, reduzem a participação de órgãos setoriais e restringem exigências previstas em normas anteriores Por Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro – O Globo   A Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que flexibiliza o processo de concessão de licenças, entrou em vigor nesta quarta-feira, 180

Leia Mais »

Na mídia | Fracking: STJ pode avaliar uso de técnica controversa e redefinir exploração de gás neste semestre

Processo que discute viabilidade jurídica e condições técnicas para o fraturamento hidráulico foi instaurado pelo tribunal após 11 anos de impasse; tema mobiliza mais de 500 municípios brasileiros Por: Gabriela da Cunha –  Estadão.com Com a volta do ano judiciário, em fevereiro, o STJ pode levar a julgamento, ainda neste semestre, a ação sobre o uso do fracking no País.

Leia Mais »

Mega-Sena do Carvão Mineral: O prêmio de R$ 1 bilhão que o brasileiro pagou na conta de luz em 2025 para o setor elétrico carbonífero

O prêmio histórico de R$ 1,09 bilhão da Mega da Virada 2025 não é apenas o maior já pago aos apostadores: ele se aproxima do montante bilionário que o Governo Federal, sobre as diretrizes do Ministério de Minas e Energia, destinou em subsídios a apenas duas termelétricas a carvão mineral na Região Sul do Brasil no ano passado.    O

Leia Mais »