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Primeiro posto de saúde sustentável do país começa a ser construído

Primeiro posto de saúde sustentável do país começa a ser construído

Santa Cruz do Sul, cidade que fica no centro do Rio Grande do Sul, a cerca de 150 km da Capital Porto Alegre, terá o primeiro Posto de Saúde Sustentável do Brasil. É o que promete o secretário de Saúde do município, Regis de Oliveira, sobre o espaço que terá 442,31 metros quadrados. Ele avisa, ainda, que este é o primeiro de seis postos sustentáveis que serão construídos na cidade de colonização alemã.

O posto terá um cisterna de 6 mil litros para coleta e armazenagem de água da chuva, que permitirá a utilização de recursos hídricos não-potáveis nas descargas dos vasos sanitários e também para regas nos canteiros e horta da unidade.

As lâmpadas usadas serão 100% de led e 70% do abastecimento elétrico do local será feito com energia renovável. Para isso, placas fotovoltaicas serão instaladas e garantirão quase a totalidade da energia consumida no local. “Além da questão ambiental, haverá economia aos cofres públicos, pois vamos gerar a energia que consumiremos”, explicou o secretário. “Não vejo como planejar a saúde das pessoas sem pensarmos no todo. Em um cenário de mudanças climáticas, aquecimento global, todos somos responsáveis. Por isso optamos pela energia limpa, por exemplo. O poder público deve ser indutor e catalisador dessas mudanças. Espero que nosso posto torne-se exemplo para todo o Brasil”, acrescentou Regis.

O local contará, também, com uma horta – ou farmácia verde – para cultivo de chás e plantas medicinais livres de agrotóxicos. Restos de alimentos legumes e vegetais se transformarão em adubo orgânico através de composteiras que também serão instaladas na unidade.

Em menos de um ano a população poderá conferir a novidade. Com investimento de pouco mais de R$ 1 milhão, a estrutura física completa por farmácia, salas de triagem, de recepção, de espera, de atividades coletivas, de agentes comunitários, de saúde, de vacinas, de administração, de procedimentos, de curativos e de observação; três consultórios médicos e um odontológico; central de material esterilizado simplificada; copa; quatro banheiros (dois acessíveis); depósito de material de limpeza; rouparia; varanda; e área de ambulância.

Preparando o futuro

Com os postos de saúde sustentáveis, a Prefeitura de Santa Cruz do Sul quer dar o exemplo para as futuras gerações. “A sustentabilidade precisa deixar de ser discurso e ser prática. Nossos pequenos poderão viver isso na prática, com o posto sustentável. Terão aprendizados sobre ecologia e cuidados com o meio ambiente vivenciando”, destacou Regis de Oliveira Jr.

Energia fotovoltáica será tema de evento internacional em Florianópolis

Energia fotovoltáica será tema de evento internacional em Florianópolis

Florianópolis será palco de um dos maiores eventos no país de energia solar e as aplicações nas tecnologias do futuro, como casa inteligente, veículos elétricos, armazenamento por baterias e redes inteligentes de distribuição de energia.

Organizado pela ElektSolar, especializada em treinamentos para profissionais do mercado fotovoltaico, o evento, intitulado “360 Solar: Conectando a Energia Fotovoltaica com o Futuro”, contará com a presença de autoridades nacionais e internacionais, que debaterão o futuro da energia solar em áreas como mobilidade urbana, internet das coisas e inovação.

Os organizadores esperam a presença de cerca de mil participantes nos dois dias de evento, que acontecem em 14 e 15 de maio de 2020, no Costão do Santinho, na capital catarinense. O evento também terá uma área de exposições para dezenas de empresas apresentarem produtos, serviços e inovações na área de energia solar, além de um congresso com cerca de 20 palestras de especialistas brasileiros e estrangeiros.

De acordo com Siqueira Neto, CEO da ElektSolar e organizador do evento, a tecnologia solar fotovoltaica possui inúmeras aplicações na vida de em sociedade, com inovações que surgem diariamente no Brasil e no mundo.

Mais aqui.

Subsídios de combustíveis fósseis estão destruindo o mundo, diz ONU

Subsídios de combustíveis fósseis estão destruindo o mundo, diz ONU

A polêmica sobre a possível taxação da energia solar no Brasil reacendeu um importante debate: os subsídios. Em meio à mais grave emergência climática do mundo, os subsídios que fomentam o uso de combustíveis fósseis estão ajudando a “destruir o mundo”.

No Brasil e no mundo, bilhões de dólares de recursos públicos têm sido usados para fomentar um setor que deveria ter, ao invés de subsídios, um fim. Para o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, esses bilhões são uma maneira ruim de aplicar o dinheiro dos contribuintes.

Guterres defende que a poluição deveria ser taxada e que os subsídios para petróleo, gás e carvão deveriam acabar: “Muitas pessoas ainda pensam que dar subsídios a combustíveis fósseis é uma maneira de melhorar as condições de vida das pessoas. Não há nada mais errado do que isso. O que estamos fazendo é usar o dinheiro dos contribuintes – o que significa nosso dinheiro – para fortalecer furacões, para espalhar inundações, para derreter geleiras, para descolorir corais. Em uma palavra: para destruir o mundo”.

Segundo a Agência Internacional de Energia, os subsídios globais para o consumo de combustíveis fósseis foram de mais de 300 bilhões de dólares em 2017. Em 2016 foram 270 bilhões.

No Brasil, em 2018 o governo federal concedeu R$ 85,1 bilhões em subsídios à produção e ao consumo de combustíveis fósseis, segundo estudo do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). O levantamento considera petróleo, carvão mineral e gás natural.

A cifra abrange recursos que saíram diretamente do Orçamento da União para incentivar o setor (R$ 11,8 bilhões, ou 14%) e também quantias que o governo deixou de arrecadar em impostos, devido a regimes de tributação especiais e programas de isenção.

Segundo reportagem do portal G1, o valor equivale a mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2018 (de R$ 6,8 bilhões), a 2,8 vezes o orçamento do Bolsa Família (R$ 30 bilhões) e 2 vezes o total de recursos disponíveis para o seguro-desemprego (R$ 40,6 bilhões).

Dos R$ 85 bilhões em subsídios:

  • R$ 62,24 bilhões foram para incentivar o consumo
  • R$ 22,89 bilhões foram para a produção

Um relatório produzido por centenas de cientistas alertou que até 1 milhão de espécies estão em risco de extinção devido à busca humana incansável por crescimento econômico.

É preciso dar um fim à exploração dos combustíveis fósseis e iniciar urgentemente uma transição energética.

Energias renováveis devem suprir 80% da demanda mundial até 2050

Até 2050, as fontes de energias renováveis como a solar, a eólica, a geotérmica e a marítima, poderão abastecer em 80% a demanda mundial, segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU). O setor de energia limpa tem alto potencial de expansão com a gradual substituição dos mecanismos de emissão de energias poluentes, como carvão, petróleo e gás.

Além disso, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) realizou um estudo sobre pesquisa e inovação que mapeia as empresas nacionais que estão na fronteira tecnológica, em um trabalho com biocombustíveis e ‘química verde’.

Segundo recente relatório da agência de risco Moody’s Investors Service, nas próximas décadas, boa parte da energia elétrica da América Latina será suprida pelas fontes eólica e solar, em lugar de combustíveis fósseis como o carvão e o óleo, que ainda têm participação relevante em alguns dos mercados do continente.

Fonte: Portal Solar