+55 (41) 9 8445 0000 arayara@arayara.org

Revogação de UTEs da Powertech é suspensa até julgamento final do processo

Decisão da Aneel atinge cinco usinas com atraso na implantação e uma sexta já concluída. Todas contratadas para atender o interior do Amazonas

A Agência Nacional de Energia Elétrica suspendeu os efeitos das decisões administrativas que revogaram as autorizações de cinco termelétricas  da Powertech Engenharia, até o julgamento definitivo dos recursos apresentados pela empresa contra as penalidades aplicadas. A medida cautelar diz respeito  às usinas Vila de Matupi, Auxiliadora, Novo Aripuanã, Sucunduri e Axinim, contratadas para atendimento aos sistemas isolados do interior do Amazonas.

Além das revogações dos cinco empreendimentos por atraso na implantação, a diretoria da Aneel determinou a instauração de processo para cassação da outorga da UTE Apuí, que teve as obras concluídas e recebeu autorização para operação em teste em fevereiro desse ano. A usina foi vencedora no certame realizado em 2016, mas há dúvidas em relação à capacidade da Powertech de garantir a operação do empreendimento.

A empresa está em recuperação judicial e, de acordo com a fiscalização da Aneel, não comprovou que tem condições econômico-financeiras de sustentabilidade no longo prazo. A área técnica da agência também alertou em julho que a continuidade na operação da UTE Apuí poderia estar comprometida pelo resultado da assembleia de credores que iria deliberar sobre a proposta apresentada pela Powertech, no processo de recuperação.

A empresa foi intimada em 30 de novembro do ano passado pela fiscalização da Aneel, que abriu processo para revogação das autorizações, em razão do descumprimento dos cronogramas de implantação das térmicas.

Mesmo com a decisão sobre as outorgas já comunicada ao Ministério de Minas e Energia, a Aneel entendeu que deveria suspender os efeitos do processo de forma cautelar. O argumento é que uma nova licitação para a implantação dos mesmos empreendimentos pode prejudicar a empresa em sua agenda de novos investimentos. Há risco em relação a uma eventual obtenção de crédito para minimizar as dificuldades econômico-financeiras da empresa. E, também, o recurso ainda terá de ser julgado no mérito pela diretoria.

 

Via

Compartilhe

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redes Sociais

Posts Recentes

Receba as atualizações mais recentes

Faça parte da nossa rede

Sem spam, notificações apenas sobre novidades, campanhas, atualizações.

Leia também

Posts relacionados

NA MÍDIA | Projeto da maior usina termelétrica do país é vetado pelo Ibama por falta de informações conclusivas

Usina Termelétrica São Paulo seria construída em Caçapava e era alvo de protestos de ambientalistas; Fiocruz apontava ameaças à saúde   Por Lucas Altino — Rio de Janeiro – O GLOBO   O projeto do que seria a maior usina termelétrica do país e da América latina, em Caçapava (SP), foi vetado pelo Ibama. Nesta quarta (21), o Instituto indeferiu

Leia Mais »

Instituto Internacional ARAYARA integra litigância climática no STF contra retrocesso histórico da Lei de Licenciamento Ambiental

O Instituto Internacional ARAYARA ocupa papel de protagonismo na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) contra dispositivos centrais da Lei nº 15.190/2025, conhecida como Lei Geral do Licenciamento Ambiental, e da Lei nº 15.300/2025, que institui o chamado Licenciamento Ambiental Especial. A ação foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pela Articulação dos

Leia Mais »

Na defesa das usinas nucleares falta argumento, sobra mediocridade

Heitor Scalambrini Costa Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco Zoraide Vilasboas Ativista socioambiental, integrante da Articulação Antinuclear Brasileira   Na discussão sobre se o Brasil avança na nuclearização de seu território com a conclusão de Angra 3 e constrói mais 10.000 MW de novas usinas nucleares, como propõe o Plano Nacional de Energia 2050, a mediocridade dos argumentos pró

Leia Mais »

Aviso de Convocação – Assembleia Geral Ordinária

O Instituto Internacional ARAYARA convoca os(as) associados(as) com filiação regular e quites com as taxas anuais e remidas, e que estejam em pleno gozo de seus direitos estatutários, para a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em formato híbrido no dia 18 de dezembro de 2025, às 18h30 em primeira chamada e às 19h00 em segunda chamada. A participação poderá

Leia Mais »