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A ignominiosa venda da Eletrobras vai tomando corpo no Congresso após ser proposta pelo genocida neoliberal do Planalto.

Esse assalto não traz somente o objetivo de destruir a espinha dorsal de fornecimento de energia aos lares, ao comércio, à indústria e à agricultura.

Também distribui subsídios a todos os tipos de aproveitadores gerais da República, em valor que pode alcançar R$ 84 bilhões de reais (dois terços do orçamento do Ministério da tão necessária Saúde).

Ontem a proposta (PLV7 de 2021) foi aprovada no Senado por 41 traidores, contra a resistência de 32 senadores.

A proposta de privatização da estatal, que saiu horrível da Câmara, foi ainda piorada pelo Senador e relator da matéria, Marcos Rogério, do DEM de Rondônia – e aqui são necessários dois esclarecimentos:

1 – O até há pouco desconhecido Marcos (queridinho da indústria do gás com S) só tem a demonstrar no currículo a vassalagem ao genocida do Planalto, tanto na CPI da COVID-19 (em que se apura a culpa inequívoca do capitão expulso do Exército) quanto na elaboração do testamento da Eletrobrás. De resto, ele não passa do Marcos do S; e

1 – O DEM é um disfarce da velha Arena, o partido da ditadura de 1964.

Ou seja: as circunstâncias explicam em parte o que está proposto no trabalho (sic) de Marcos, qual seja, a destruição do Sistema Elétrico Integrado Nacional.

Destruição – e não há outra palavra para descrever a tragédia prestes a ocorrer, como apontam todos os maiores especialistas brasileiros reunidos nesta matéria, e cujas avaliações podem ser vistas na íntegra, abaixo.

Resumindo a tragédia.

O relatório ontem aprovado, de autoria do genuflexório Marcos, tem tudo para criar o caos no fornecimento de energia e, portanto, em toda a sociedade, logo no início de 2022, período a partir do qual a Eletrobras já pode ser privatizada.

2022, como se sabe, é ano de eleições presidenciais, e o bolsonarismo do genocida e do vassalo necessitam da desordem e do medo. Alimenta-se disso.

Se o texto de Marco Rogério for aprovado, não apenas a Eletrobras será entregue.

O Sistema Elétrico Nacional Integrado – uma construção de engenharia refinadíssima, que só Canadá e EUA possuem semelhante na escala brasileira e que permite enviar e receber enormes blocos de energia de um canto a outro deste país-continente, visando a assegurar o suprimento de energia em qualquer quadrante da nação – será desintegrado no primeiro segundo após a venda da Eletrobras.

O Brasil ficará sem segurança energética e toda escala de apagões poderá acontecer de forma ininterrupta e simultânea no País inteiro. O nome disso é caos.

Pois, se ao caso de Marcos Rogério adicionarmos uma série de outras medidas rigorosamente no mesmo sentido, colocadas em prática pelo genocida presidente, teremos uma parca visão do cenário que estará criado às vésperas da campanha presidencial de 2022.

Falta generalizada de energia. Polícias sublevadas contra governadores e dispostas a pagar o dízimo político ao genocida. Clamor público por ordem – mesmo que vindo de quem causou a desordem.

Esse é o cenário possível – sem esquecer, claro!, da pilhagem pura e simples, no comando dos maiores grupos econômicos privados – que chegou de carona com Cabral, há 621 anos.

Pilhagem que rima com S, de OAS; S que é o Golbery do atual Ministério de Energia.

Que rima com os relatores Elmar Nascimento (DEM-BA), na Câmara; e Marcos Rogério (DEM-RO), no Senado. Estados em que o S ex-OAS tem interesses gasosos – ademais do Maranhão, Piauí, Goiás e Distrito Federal.

A patranha da venda da Eletrobrás também mantém as mamatas da farra do carvão nesse País.

No quesito carvão, a proposta de Marcos mantém pelos próximos anos, a um custo de 800 milhões de reais por ano, a longa e alva cadeia de corrupção dessa farra carbonífera que brota em Brasília e desabrocha nas contas bancárias da elite branca de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Essa cadeia inicia na Presidência genocida da República, que autoriza as linhas gerais da MP da Eletrobrás; azeita a burocracia do Ministério de Energia; faz a alegria das bancadas federais; dá um rolê pelas secretarias estaduais de energia; engorda as contas em paraísos fiscais das grandes empresas da cadeia carbonífera; chega a prefeitos imberbes do interior do estado e deixa malucos de alegria os vereadores que usam a mentira da suposta necessidade de manutenção de empregos para sustentarem as suas campanhas.

Mas, claro, essa entrega da Eletrobrás e o caos associado só poderia ser possível com o apoio dos camisas amarelas, da corrupta CBF. Entidade de onde foi afastado um presidente misógino chamado Caboblo, que assedia mulheres e as chama de cadelas.

Essa é a alva base social da farra do carvão. Esse é hoje o gado que ontem torturava animais da Farra do Boi. Hoje mama nas tetas pútrefas do enxofre oficial.
Eles pouco se importam com os pulmões dos trabalhadores e com as viúvas do carvão, que morrem à míngua após serem explorados nas minas; mas, fazem a alegria dos Ministérios Públicos deltans raiz, evangélicos e enriquecidos pela omissão dizimista.

E o clima do planeta…

Que se exploda!

Veja as íntegras das entrevistas do senador Jean Paul Prates (PT-RN), do físico Roberto Kishinami (diretor do Instituto Clima e Sociedade), do professor Heitor Scalambrini (Universidade Federal de Pernambuco), do professor Ildo Sauer (diretor do Instituto Energia e Meio Ambiente da USP) e do professor Celio Bermann, também da USP.

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