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Estado do petróleo sofre com onda de calor extremo

A população do estado do Rio de Janeiro, maior produtor de petróleo do Brasil, tem sofrido como poucos as consequências do aquecimento global. Na segunda-feira 17 de fevereiro, a capital do estado chegou a registrar 44ºC, a maior marca desde o início do sistema de alerta climático, há mais de uma década. O petróleo explorado no Rio de Janeiro, naturalmente, não aquece apenas o local onde é produzido. Ele contribui para o aquecimento em todo o planeta, mas a coincidência não deixa de ser emblemática.

As altas temperaturas têm causado transtornos significativos no setor educacional. Diversas escolas públicas enfrentam dificuldades devido à falta de climatização adequada. No Colégio Estadual Professora Maria Terezinha de Carvalho Machado, na Praça Seca, Zona Oeste da cidade, alunos e responsáveis protestaram contra a ausência de ar-condicionado, tornando as salas de aula insuportáveis.

Em resposta ao calor extremo, algumas prefeituras adotaram medidas emergenciais. Barra Mansa, no Sul do estado, por exemplo, suspendeu as aulas nos períodos da tarde e noite até quarta-feira, 19 de fevereiro. As escolas funcionam apenas das 7h às 10h30, garantindo que os alunos possam merendar até as 13h.

Impactos econômicos e desafios para trabalhadores

O calor intenso também afeta a rotina dos trabalhadores, especialmente daqueles que desempenham atividades ao ar livre ou em ambientes sem climatização. Vendedores ambulantes, por exemplo, relatam dificuldades em manter suas atividades devido às altas temperaturas. José Ricardo Rodrigues, ambulante no centro da cidade, posicionou sua barraca em frente a um prédio comercial para aproveitar o ar-condicionado que escapava pelas portas, buscando amenizar o desconforto térmico.

A onda de calor pode trazer repercussões econômicas negativas para o estado. O aumento no consumo de energia elétrica, devido ao uso intensificado de aparelhos de ar-condicionado, pode resultar em contas de luz mais altas, especialmente com o aumento do ICMS de 18% para 24% quando o consumo ultrapassa 300 kWh mensais.

Além disso, setores como comércio e turismo podem ser afetados. Eventos ao ar livre enfrentam desafios para garantir a segurança e o bem-estar dos participantes. A escola de samba Beija-Flor cancelou um ensaio programado para ocorrer em Copacabana, visando preservar a saúde de seus integrantes e do público.

A Ironia Climática

As mudanças climáticas são amplificadas pela queima de combustíveis fósseis, que no Brasil tem o Rio de Janeiro como principal produtor. O estado colhe os frutos amargos de um modelo energético que contribui significativamente para o aquecimento global. Essa realidade ressalta a urgência de repensarmos nossas matrizes energéticas e adotarmos práticas mais sustentáveis para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

A atual situação no Rio de Janeiro serve como um alerta sobre os impactos diretos das alterações climáticas na sociedade e na economia, enfatizando a necessidade de ações concretas em prol do meio ambiente.

Fonte: Avenida Comunicação

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