+55 (41) 9 8445 0000 arayara@arayara.org

ARAYARA contribui com chamada pública sobre o Plano Nacional de Economia Circular (PNEC)

Reconhecendo a importância estratégica do Plano Nacional de Economia Circular (PNEC) como um instrumento fundamental para guiar o Brasil na transição para um modelo econômico mais sustentável, inovador e competitivo, o Instituto Internacional ARAYARA participou da iniciativa, enviando contribuições para seu desenvolvimento.

 

A criação do Plano Nacional de Economia Circular (PNEC) é um desdobramento da Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC), estabelecida pelo Decreto nº 12.082/2024, e tem como objetivo implementar políticas que promovam a circularidade na produção e no consumo. 

 

O plano visa reduzir desperdícios, otimizar recursos e impulsionar a inovação. Embora seja uma ação de Estado de longo prazo, o governo federal convida setores produtivos, academia, sociedade civil e governos estaduais e municipais a participarem da consulta pública, ajudando a definir ações para uma economia mais eficiente, regenerativa e inclusiva.

 

“A economia circular representa uma oportunidade crucial para reduzir a pressão sobre os recursos naturais, minimizar resíduos e emissões e promover um ciclo produtivo mais eficiente e regenerativo”, destaca o diretor técnico da ARAYARA, Juliano Bueno de Araújo.

 

Para essa contribuição, a ARAYARA contou com a parceria da Oceana, uma organização internacional dedicada à proteção dos oceanos e à promoção de políticas ambientais sustentáveis.

 

Poluição nos Oceanos

 

O aumento na produção de plásticos e seu descarte inadequado tem gerado impactos ambientais profundos, afetando ecossistemas terrestres e marinhos, comprometendo a biodiversidade e representando riscos à saúde pública. 

 

Para a oceanógrafa da ARAYARA, Kerlem Carvalho, é fundamental abordar a questão da poluição plástica, destacando sua conexão com os combustíveis fósseis. “O plástico derivado do petróleo é apenas um reflexo de um modelo de consumo linear que explora recursos finitos sem considerar as consequências socioambientais. Para alcançar uma verdadeira economia circular, precisamos não apenas reimaginar como reciclamos e reutilizamos, mas também como nos desvinculamos da exploração incessante de recursos fósseis”.

 

A pesquisadora ressalta ainda que o plástico, derivado diretamente do petróleo, reforça a relação entre o modelo de produção e consumo e a expansão das fronteiras de exploração de combustíveis fósseis no Brasil.

 

O diretor técnico da ARAYARA, Juliano Bueno de Araújo, destaca a importância de enfrentar a expansão das fronteiras de petróleo e gás no Brasil, enfatizando que a dependência de combustíveis fósseis não apenas perpetua um modelo de desenvolvimento insustentável, mas também alimenta a produção de plásticos descartáveis e de difícil reciclagem.

 

“Para que a economia circular se torne uma realidade, é fundamental reduzir a produção de plásticos derivados de combustíveis fósseis, incentivar o desenvolvimento de alternativas sustentáveis, recicláveis e biodegradáveis, além de implementar políticas públicas que desestimulem o uso de plásticos de uso único”, afirma Araújo.

Foto: reprodução/ REUTERS/Ricardo Moraes

Compartilhe

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redes Sociais

Posts Recentes

Receba as atualizações mais recentes

Faça parte da nossa rede

Sem spam, notificações apenas sobre novidades, campanhas, atualizações.

Leia também

Posts relacionados

NA MÍDIA | Projeto da maior usina termelétrica do país é vetado pelo Ibama por falta de informações conclusivas

Usina Termelétrica São Paulo seria construída em Caçapava e era alvo de protestos de ambientalistas; Fiocruz apontava ameaças à saúde   Por Lucas Altino — Rio de Janeiro – O GLOBO   O projeto do que seria a maior usina termelétrica do país e da América latina, em Caçapava (SP), foi vetado pelo Ibama. Nesta quarta (21), o Instituto indeferiu

Leia Mais »

Instituto Internacional ARAYARA integra litigância climática no STF contra retrocesso histórico da Lei de Licenciamento Ambiental

O Instituto Internacional ARAYARA ocupa papel de protagonismo na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF) contra dispositivos centrais da Lei nº 15.190/2025, conhecida como Lei Geral do Licenciamento Ambiental, e da Lei nº 15.300/2025, que institui o chamado Licenciamento Ambiental Especial. A ação foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e pela Articulação dos

Leia Mais »

Na defesa das usinas nucleares falta argumento, sobra mediocridade

Heitor Scalambrini Costa Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco Zoraide Vilasboas Ativista socioambiental, integrante da Articulação Antinuclear Brasileira   Na discussão sobre se o Brasil avança na nuclearização de seu território com a conclusão de Angra 3 e constrói mais 10.000 MW de novas usinas nucleares, como propõe o Plano Nacional de Energia 2050, a mediocridade dos argumentos pró

Leia Mais »

Aviso de Convocação – Assembleia Geral Ordinária

O Instituto Internacional ARAYARA convoca os(as) associados(as) com filiação regular e quites com as taxas anuais e remidas, e que estejam em pleno gozo de seus direitos estatutários, para a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em formato híbrido no dia 18 de dezembro de 2025, às 18h30 em primeira chamada e às 19h00 em segunda chamada. A participação poderá

Leia Mais »