+55 (41) 9 8445 0000 arayara@arayara.org

Trigueiro e Arayara alertam sobre o drama ambiental de Volta Redonda/RJ

No aniversário de 70 anos da “Cidade do aço”, como é conhecido o município de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, a TV Globo exibiu uma matéria sinalizando as falhas dos órgãos ambientais na fiscalização das atividades da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), usina movida à combustível fóssil que processa o ferro na produção de aço, instalada na região desde a década de 1940.

 

Diretora-executiva do Instituto Internacional Arayara, Nicole Figueiredo de Oliveira,  aponta a necessidade de ser instaurado um processo de licenciamento ambiental adequado para a CSN, além da necessidade da usina siderúrgica se descarbonizar, a fim de que cenário de poluição que compromete a saúde pública e o meio ambiente não se alongue.

 

A população da cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, continua a enfrentar o drama ambiental provocado pela poluição atmosférica, sonora, e pela contaminação dos resíduos e efluentes produzidos pelas atividades da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Matéria da TV Globo exibida em 17 de julho aponta para a série de falhas na fiscalização do órgão ambiental do estado, o INEA, no que tange aos impactos sociais e ambientais da CSN em Volta Redonda.

O Instituto Internacional Arayara avalia como graves a série de descumprimentos ambientais por parte da siderúrgica em relação aos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) – instrumento que visa balizar as atividades da empresa, impondo multas no caso desta não atender aos acordos firmados. Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora-executiva do Instituto Arayara, sinalizou as exigências da sociedade civil: “O que nós queremos é que, em primeiro lugar, haja um plano de descarbonização da CSN e, em segundo lugar, queremos que seja feito um processo de licenciamento ambiental e metas adequadas de redução de poluição atmosférica”.

O Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendação ao INEA para que o órgão ambiental se abstenha de qualquer intenção de prorrogar o último TAC firmado entre CSN e INEA, cujo prazo encerra-se em 19 de setembro deste ano. O MPF pede ainda que o devido requerimento de licenciamento ambiental seja realizado. Sem licenciamento ambiental, a CSN funciona desde a década de 1940 a partir de uma Autorização Ambiental de Uso.

Assista à reportagem transmitida em 17 de julho, no programa RJ TV 2, da Rede Globo.

Compartilhe

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redes Sociais

Posts Recentes

Receba as atualizações mais recentes

Faça parte da nossa rede

Sem spam, notificações apenas sobre novidades, campanhas, atualizações.

Leia também

Posts relacionados

Na Mídia | Flexibilização do licenciamento ambiental entra em vigor nesta quarta com ações no STF alegando inconstitucionalidade

Derrubada de 56 vetos de Lula pelo Congresso restituiu ao texto dispositivos que ampliam modalidades simplificadas, reduzem a participação de órgãos setoriais e restringem exigências previstas em normas anteriores Por Luis Felipe Azevedo — Rio de Janeiro – O Globo   A Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que flexibiliza o processo de concessão de licenças, entrou em vigor nesta quarta-feira, 180

Leia Mais »

Na mídia | Fracking: STJ pode avaliar uso de técnica controversa e redefinir exploração de gás neste semestre

Processo que discute viabilidade jurídica e condições técnicas para o fraturamento hidráulico foi instaurado pelo tribunal após 11 anos de impasse; tema mobiliza mais de 500 municípios brasileiros Por: Gabriela da Cunha –  Estadão.com Com a volta do ano judiciário, em fevereiro, o STJ pode levar a julgamento, ainda neste semestre, a ação sobre o uso do fracking no País.

Leia Mais »

Mega-Sena do Carvão Mineral: O prêmio de R$ 1 bilhão que o brasileiro pagou na conta de luz em 2025 para o setor elétrico carbonífero

O prêmio histórico de R$ 1,09 bilhão da Mega da Virada 2025 não é apenas o maior já pago aos apostadores: ele se aproxima do montante bilionário que o Governo Federal, sobre as diretrizes do Ministério de Minas e Energia, destinou em subsídios a apenas duas termelétricas a carvão mineral na Região Sul do Brasil no ano passado.    O

Leia Mais »