Em parceria com organizações, comunidade de Samambaia e movimentos socioambientais, a reunião proposta pelo parlamentar visa debater os riscos da usina no DF
O deputado distrital Gabriel Magno (PT/DF), em parceria com o Instituto Internacional ARAYARA e movimentos socioambientais, convocou uma audiência pública para debater os impactos da Usina Termelétrica Brasília (UTE), da Termo Norte Energia. O evento está marcado para o dia 21 de março, às 19h, no Auditório do Instituto Federal de Brasília (IFB) – Ceilândia (QNN 26). O empreendimento tem sido alvo de críticas devido aos potenciais danos ambientais e sociais, que, segundo especialistas, podem impactar significativamente a capital federal.
A audiência pública convocada pelo deputado Gabriel Magno é uma resposta a diversas denúncias e pedidos de esclarecimento apresentados no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal sobre os impactos da UTE Brasília. As principais preocupações recaem sobre a comunidade da Região Administrativa (RA) de Samambaia (DF), diretamente afetada pelo empreendimento.
A instalação da usina, prevista para ficar a apenas 35 km da Praça dos Três Poderes, tem gerado preocupações. A usina movida a gás fóssil, com capacidade de 1.470 MW, deverá emitir 4,7 milhões de toneladas de CO₂ por ano, agravando a crise climática. Além disso, estima-se que ela consumirá 110 mil litros de água por hora do já contaminado Rio Melchior e provocará poluição térmica, pois 94% da água captada será devolvida ao rio com temperatura elevada, afetando os ecossistemas locais.
A oposição ao projeto vem se intensificando desde fevereiro. Durante a 5ª Conferência Distrital do Meio Ambiente, foi apresentada uma carta de repúdio acompanhada de uma petição que já reúne mais de 500 mil assinaturas contra a instalação da UTE Brasília. Organizações como o Movimento Salve o Rio Melchior, o Fórum de Defesa das Águas do DF e o Instituto Internacional ARAYARA seguem mobilizando a sociedade e pressionando as autoridades. Além disso, a Câmara Legislativa do Distrito Federal instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os impactos ambientais do empreendimento.
A comunidade de Samambaia também se mobilizado contra a usina, especialmente devido à ameaça de fechamento da Escola Classe Guariroba, que atende 560 alunos e representa um investimento de R$ 4,5 milhões. A remoção da escola comprometeria o acesso à educação na região, impactando diretamente centenas de famílias.
Especialistas ressaltam que a solução para a demanda energética não está nas termelétricas, mas no investimento em fontes renováveis. “O Governo do Distrito Federal deve priorizar a transição energética e evitar empreendimentos poluentes e custosos”, afirmou Juliano Bueno de Araújo, diretor técnico da ARAYARA.
Serviço:
O quê: Audiência Pública para debater os impactos da Usina Termelétrica Brasília
Quando: 21 de março, às 19h
Onde: Auditório do IFB – Ceilândia – QNN 26, Distrito Federal
Assine a petição e ajude a barrar a construção da termoelétrica: