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Com UTE Brasília barrada, Escola Classe Guariroba celebra permanência ao lado da comunidade, ambientalistas e de parlamentares

Deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Rio Melchior visitaram, na última sexta-feira (17), a Escola Classe Guariroba, em Samambaia (DF). A visita aconteceu um dia após o anúncio de indeferimento para licença prévia da Usina termelétrica Brasília pelo IBAMA. A deputada distrital Paula Belmonte e o deputado distrital Gabriel Magno  estavam presentes,  além de representantes do Instituto Internacional ARAYARA e de movimentos sociais como o Movimento Salve o Rio Melchior  e lideranças comunitárias da região.

A decisão do Ibama impede o fechamento da escola, que seria removida caso o projeto fosse aprovado. O órgão apontou impactos negativos ao rio Melchior, à fauna do cerrado e à própria escola, classificando as consequências como irreversíveis.

A decisão foi tomada com base em Parecer Técnico nº 132/2025-Coert/CGTef/Dilic e reconhece a inviabilidade ambiental e locacional do empreendimento, criticado por ambientalistas, parlamentares e pela comunidade escolar da Escola Classe Guariroba, que poderia ser removida para a instalação da usina na região.

Para Juliano Bueno, diretor técnico do Instituto Internacional ARAYARA, PhD em Energia e Conselheiro do CONAMA, o indeferimento representa uma vitória decisiva para impedir o que seria “um crime ambiental e social sem precedentes no Distrito Federal”. Segundo ele, a decisão do Ibama inviabiliza também quatro outras termelétricas — UTE Brasília, UTE Bonfinópolis, UTE Centro-Oeste e UTE Brasil Central — cujas áreas somadas ultrapassariam 2 mil hectares, o equivalente a cerca de 2 mil campos de futebol.

O deputado Gabriel Magno (PT) afirmou que a usina “não tinha justificativa energética, ambiental nem social” e destacou a vitória da comunidade. Já a presidente da CPI, Paula Belmonte (Cidadania), ressaltou a importância da escola para a região e prometeu lutar por reformas e ampliação do espaço pedagógico.

A diretora da escola Nathália Pacheco falou sobre o histórico da escola para os presentes e apresentou sua estrutura, que existe desde 2018. Ela destaca que o parecer do Ibama trouxe alívio e segurança para alunos e professores, lembrando que a escola já havia sido realocada anteriormente, o que provocou evasão e queda no desempenho dos estudantes. A professora também apresentou o projeto de horta escolar para a CPI e como ela compõe a rotina de alimentação da escola.

A mobilizadora socioambiental da ARAYARA, Raíssa Felippe, relembra que, em maio, um abraço coletivo em torno da Escola Classe Guariroba marcou o protesto de alunos e professores contra a construção da UTE Brasília no local.

“Naquele dia, estávamos aqui com cartazes e muitas incertezas sobre o futuro de mais de 365 crianças. Hoje, o clima é de celebração. A mobilização da Escola Classe Guariroba demonstra o protagonismo das crianças na defesa do meio ambiente e da educação pública de qualidade, evidenciando que a comunidade escolar tem voz e participa ativamente das decisões que impactam seu território e seu futuro”, afirmou.

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