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Estudo inédito revela impactos devastadores do carvão mineral em Candiota na saúde pública

Evento de lançamento ocorre nesta quarta, 25/03, no ILEA/UFRGS

O Instituto Internacional Arayara, em parceria com o Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA), apresenta hoje um estudo inédito que associa a mineração e queima de carvão mineral em Candiota (RS) a 430 mortes prematuras e 180 partos prematuros entre 2017 e 2025, equivalendo a 4% da população local, além de aumento de doenças respiratórias como asma em crianças. A pesquisa destaca impactos transfronteiriços, afetando Argentina, Uruguai e Paraguai devido à poluição gerada em todas as etapas da cadeia do carvão.

Contexto da Atividade em Candiota

Candiota concentra usinas termelétricas como Candiota III e Pampa Sul, com 700 MW de capacidade, e lidera as emissões de gases de efeito estufa no Rio Grande do Sul, estado que responde por 53% da produção nacional de carvão. O estudo projeta que, se o polo operar até 2040, ocorrerão 871 mortes adicionais e custos de R$ 6,6 bilhões em saúde, valores evitáveis com transição energética.

“O Brasil precisa avançar em uma verdadeira Política de Transição Energética Justa e Sustentável, com inclusão dos trabalhadores, recuperação dos passivos e planejamento para o descomissionamento das usinas, e não seguir subsidiando empreendimentos fósseis até 2040 ou 2050”, afirma Juliano Bueno de Araújo, diretor técnico do Instituto Internacional Arayara.

Detalhes do Evento

  • Data: 25 de março de 2026

  • Horário: 10h às 12h (horário de Brasília)

  • Local: Auditório do ILEA/UFRGS – Campus do Vale (Av. Bento Gonçalves, 9500 – Agronomia, Porto Alegre/RS)

  • Transmissão: Português (BR) e Inglês (EUA)

Após a apresentação, haverá mesa de debates com especialistas sobre transição justa e saúde pública. O evento é híbrido, com tradução em inglês e Libras .

 

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