+55 (41) 9 8445 0000 arayara@arayara.org

ARAYARA disputa vaga no Conama e fortalece a voz da sociedade civil

Instituição se destaca por sua atuação técnica e histórica em defesa do meio ambiente, dos biomas e das comunidades brasileiras

O Instituto Internacional ARAYARA foi oficialmente homologado para disputar uma vaga no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), conforme edital publicado nesta quarta-feira (30). A eleição, válida para o biênio 2025–2027, ocorrerá entre os dias 2 e 9 de maio e é voltada a entidades inscritas no Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA). Estão em disputa dez vagas regionais e três para organizações de atuação nacional.

Conama: espaço estratégico e desafio à participação social
Integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), o Conama é responsável por decisões cruciais, como o licenciamento de atividades poluidoras, a exigência de estudos de impacto ambiental e a definição de normas de controle de emissões. No entanto, sua composição tem sido alvo de críticas devido à baixa representatividade da sociedade civil. Mesmo após reformas implementadas pelo atual governo, apenas 17% das cadeiras são ocupadas por organizações civis, enquanto 83% seguem sob controle de representantes governamentais e do setor produtivo.

Para o diretor técnico da ARAYARA, a eleição representa uma chance real de reequilibrar esse cenário: “O Conama é peça-chave na regulação ambiental brasileira, sendo responsável por decisões que impactam diretamente a qualidade ambiental e a saúde da população. Com mais de três décadas de atuação, a ARAYARA tem um histórico sólido em defesa do interesse público e pode contribuir significativamente nesse espaço”, afirma Juliano Bueno de Araújo, mestre em Gestão Ambiental e doutor em Urgências e Emergências Ambientais.

Reconhecimento e impacto nacional e internacional
Com sede em Brasília e atuação nacional e internacional, a ARAYARA é referência em políticas públicas, estudos científicos, mobilização socioambiental e litigância climática. Ao longo de sua história, a organização já evitou a emissão de mais de 3 bilhões de toneladas de CO₂, salvou cerca de 675 mil vidas e preveniu prejuízos econômicos estimados em US$ 1,2 trilhão.

A instituição também integra instâncias estratégicas como o CNRH (Conselho Nacional de Recursos Hídricos), o FONTE (Fórum Nacional de Transição Energética, do Ministério de Minas e Energia), e é organização observadora credenciada junto à ISA (International Seabed Authority). Atua em parceria com a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) e universidades na Europa, América do Norte e Ásia.

Atuação direta no Cerrado e em pautas emergenciais
Nos últimos meses, a ARAYARA intensificou sua atuação no Centro-Oeste com foco na proteção do Cerrado e na luta contra a instalação da Usina Termelétrica Brasília (UTE Brasília). A campanha “Xô Termelétrica”, realizada em parceria com movimentos sociais e outras organizações ambientais do Distrito Federal, denuncia os riscos da UTE Brasília, usina a gás fóssil de 1.470 MW, que poderá emitir até 4,7 milhões de toneladas de CO₂ por ano, afetando também o abastecimento de água na Bacia do Rio Melchior e a qualidade do ar em Brasília.

Liderança contra a expansão do petróleo na Amazônia
A ARAYARA também protagonizou, na semana passada, uma articulação nacional junto a entidades do CNEA e do Conama contra a expansão da indústria do petróleo no país. A iniciativa resultou em uma carta-manifesto que reuniu apoio unânime das entidades com assento no CNEA contra o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão da ANP, que prevê a liberação de 172 blocos exploratórios em 145 mil km² do território nacional. O documento alerta para os riscos socioambientais e o desrespeito a recomendações científicas e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

Eleição e mobilização
Com a homologação, a ARAYARA segue para o processo eleitoral, que acontecerá entre 2 e 9 de maio. A instituição convida todas as entidades habilitadas no CNEA a apoiarem sua candidatura, especialmente na região Centro-Oeste, reforçando a importância de uma representação técnica, autônoma e com histórico consolidado de lutas ambientais.

“O fortalecimento da sociedade civil no Conama é essencial para garantir que a pauta da sustentabilidade e da justiça climática tenha voz ativa nas políticas públicas do país”, conclui o diretor da ARAYARA.

Compartilhe

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redes Sociais

Posts Recentes

Receba as atualizações mais recentes

Faça parte da nossa rede

Sem spam, notificações apenas sobre novidades, campanhas, atualizações.

Leia também

Posts relacionados

ARAYARA na Mídia: Roteiro brasileiro para fim dos combustíveis fósseis começa a sair do papel

Lula dá 60 dias para os ministérios do Meio Ambiente, Fazenda e Minas e Energia, e Casa Civil apresentarem as diretrizes para a transição energética justa, mas condiciona financiamento à exploração de petróleo e gás O despacho publicado ontem no Diário Oficial da União onde o presidente Lula convoca os ministérios de Minas e Energia, Fazenda e Meio Ambiente e mais a

Leia Mais »

ARAYARA na Mídia: Direitos humanos e violência política são temas de roda de conversa nesta quarta (10)

A atividade realizada no Dia Internacional dos Direitos Humanos, acontece na sede da Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD) Nesta quarta-feira, 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, roda de conversa sobre Direitos Humanos e Violência Política, acontece às 9h, na Sociedade Protetora dos Desvalidos (SPD), no Pelourinho. O encontro, iniciativa da vereadora Eliete Paraguassu (PSOL), tem como objetivo fortalecer a

Leia Mais »

ARAYARA na Mídia: STJ:audiência pública discute fracking e impactos ambientais na exploração de gás de xisto

Por Gabriela da Cunha Rio, 8/12/2025 – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisará nesta quinta-feira, 11, a possibilidade de uso do fraturamento hidráulico (fracking) na exploração de óleo e gás de xisto, durante audiência pública convocada pela Primeira Seção sob relatoria do ministro Afrânio Vilela. No primeiro bloco, apresentarão argumentos o Ministério Público Federal, a Agência Nacional do Petróleo,

Leia Mais »

ARAYARA na Mídia: After COP30, Brazilian oil continues its rush towards the global market

A decision to drill at the mouth of the Amazon drew criticism at the UN summit. But Brazil’s oil production still soars, as it hopes to consolidate its role as an exporter decision to approve oil exploration off the coast of Brazil weeks before the country hosted the COP30 climate conference signals the country’s intention to increasingly target the international market, despite

Leia Mais »