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ARAYARA disputa vaga no Conama e fortalece a voz da sociedade civil

Instituição se destaca por sua atuação técnica e histórica em defesa do meio ambiente, dos biomas e das comunidades brasileiras

O Instituto Internacional ARAYARA foi oficialmente homologado para disputar uma vaga no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), conforme edital publicado nesta quarta-feira (30). A eleição, válida para o biênio 2025–2027, ocorrerá entre os dias 2 e 9 de maio e é voltada a entidades inscritas no Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA). Estão em disputa dez vagas regionais e três para organizações de atuação nacional.

Conama: espaço estratégico e desafio à participação social
Integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), o Conama é responsável por decisões cruciais, como o licenciamento de atividades poluidoras, a exigência de estudos de impacto ambiental e a definição de normas de controle de emissões. No entanto, sua composição tem sido alvo de críticas devido à baixa representatividade da sociedade civil. Mesmo após reformas implementadas pelo atual governo, apenas 17% das cadeiras são ocupadas por organizações civis, enquanto 83% seguem sob controle de representantes governamentais e do setor produtivo.

Para o diretor técnico da ARAYARA, a eleição representa uma chance real de reequilibrar esse cenário: “O Conama é peça-chave na regulação ambiental brasileira, sendo responsável por decisões que impactam diretamente a qualidade ambiental e a saúde da população. Com mais de três décadas de atuação, a ARAYARA tem um histórico sólido em defesa do interesse público e pode contribuir significativamente nesse espaço”, afirma Juliano Bueno de Araújo, mestre em Gestão Ambiental e doutor em Urgências e Emergências Ambientais.

Reconhecimento e impacto nacional e internacional
Com sede em Brasília e atuação nacional e internacional, a ARAYARA é referência em políticas públicas, estudos científicos, mobilização socioambiental e litigância climática. Ao longo de sua história, a organização já evitou a emissão de mais de 3 bilhões de toneladas de CO₂, salvou cerca de 675 mil vidas e preveniu prejuízos econômicos estimados em US$ 1,2 trilhão.

A instituição também integra instâncias estratégicas como o CNRH (Conselho Nacional de Recursos Hídricos), o FONTE (Fórum Nacional de Transição Energética, do Ministério de Minas e Energia), e é organização observadora credenciada junto à ISA (International Seabed Authority). Atua em parceria com a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) e universidades na Europa, América do Norte e Ásia.

Atuação direta no Cerrado e em pautas emergenciais
Nos últimos meses, a ARAYARA intensificou sua atuação no Centro-Oeste com foco na proteção do Cerrado e na luta contra a instalação da Usina Termelétrica Brasília (UTE Brasília). A campanha “Xô Termelétrica”, realizada em parceria com movimentos sociais e outras organizações ambientais do Distrito Federal, denuncia os riscos da UTE Brasília, usina a gás fóssil de 1.470 MW, que poderá emitir até 4,7 milhões de toneladas de CO₂ por ano, afetando também o abastecimento de água na Bacia do Rio Melchior e a qualidade do ar em Brasília.

Liderança contra a expansão do petróleo na Amazônia
A ARAYARA também protagonizou, na semana passada, uma articulação nacional junto a entidades do CNEA e do Conama contra a expansão da indústria do petróleo no país. A iniciativa resultou em uma carta-manifesto que reuniu apoio unânime das entidades com assento no CNEA contra o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão da ANP, que prevê a liberação de 172 blocos exploratórios em 145 mil km² do território nacional. O documento alerta para os riscos socioambientais e o desrespeito a recomendações científicas e compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

Eleição e mobilização
Com a homologação, a ARAYARA segue para o processo eleitoral, que acontecerá entre 2 e 9 de maio. A instituição convida todas as entidades habilitadas no CNEA a apoiarem sua candidatura, especialmente na região Centro-Oeste, reforçando a importância de uma representação técnica, autônoma e com histórico consolidado de lutas ambientais.

“O fortalecimento da sociedade civil no Conama é essencial para garantir que a pauta da sustentabilidade e da justiça climática tenha voz ativa nas políticas públicas do país”, conclui o diretor da ARAYARA.

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