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Workshop da presidência da COP30 discute soluções climáticas baseadas no oceano

No dia 15 de outubro de 2025, o Instituto Internacional ARAYARA participou do workshop “Mutirão Azul: Acelerando Soluções Climáticas Baseadas no Oceano, organizado pela presidência da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). O encontro reuniu representantes da sociedade civil, povos indígenas, comunidades tradicionais, academia, investidores e órgãos governamentais envolvidos com as agendas de oceano e clima, e contou com a presença da enviada especial para Oceanos, Marinez Scherer.

O evento teve como objetivo discutir estratégias de ação climática alinhadas à Agenda Global de Ação Climática, com foco especial nas soluções baseadas no oceano e sua integração aos planos nacionais e internacionais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Durante o workshop, a ARAYARA, representada por Kerlem Carvalho, Coordenadora de Oceano e Águas da organização, participou ativamente das discussões relacionadas à energia oceânica renovável e à conservação marinha, temas centrais do “Pacote Azul: Soluções Baseadas no Oceano para a Crise Climática”, principal iniciativa da Agenda de Ação para o Oceano da COP30. O documento, que reúne propostas concretas de políticas e mecanismos de cooperação para proteger os oceanos e promover a descarbonização, será apresentado oficialmente antes da conferência em Belém (PA).


A participação reforçou o compromisso da ARAYARA com a mobilização e articulação política em prol de soluções climáticas baseadas no oceano, evidenciando o papel da organização na defesa de uma transição energética justa e limpa. “O Brasil precisa investir em uma economia azul sustentável, priorizando fontes renováveis e a proteção dos ecossistemas marinhos, em vez de expandir a fronteira dos combustíveis fósseis”, destacou Kerlem.

A ARAYARA apresentou ainda as contribuições do Monitor Oceano, plataforma de acompanhamento e transparência sobre atividades energéticas no litoral brasileiro, que vem subsidiando debates técnicos e políticos sobre os riscos da exploração de petróleo na Margem Equatorial e os impactos sobre comunidades pesqueiras e ecossistemas costeiros.

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