+55 (41) 9 8445 0000 arayara@arayara.org

ARAYARA fortalece representação da sociedade civil no Conama com presença ativa em câmaras técnicas

O Instituto Internacional ARAYARA amplia sua atuação no Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) ao integrar oficialmente duas câmaras técnicas fundamentais para a formulação de políticas públicas ambientais no Brasil.

A decisão foi aprovada por consenso pela Bancada de Entidades da Sociedade Civil durante a 146ª Reunião Ordinária do Plenário, realizada em 11 de junho na sede do Ibama, em Brasília.

A ARAYARA passa a compor a Câmara Técnica de Controle Ambiental e Gestão Territorial (CTCAGT) como titular, representada por seu diretor técnico, Juliano Bueno de Araújo, e também assume uma vaga de titular na Câmara Técnica de Qualidade Ambiental (CTQA). A participação reforça o compromisso da organização com a defesa dos biomas brasileiros, a justiça climática e os direitos das comunidades impactadas por grandes empreendimentos.

“A eleição e a nossa inserção nas câmaras técnicas do CONAMA representam uma conquista histórica da sociedade civil. Estaremos atentos e atuantes para garantir que as decisões desse conselho reflitam os princípios da justiça ambiental e os compromissos climáticos do Brasil”, afirmou Araújo.

Durante a plenária, foi aprovada a alteração da Resolução nº 292/2002, que facilitou a inclusão de entidades ambientalistas no Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA), ao eliminar a exigência de atestados de funcionamento emitidos por autoridades judiciais ou entidades já cadastradas.

Outra pauta de destaque foi o debate sobre o Projeto de Lei 2159/2021, que altera as regras do licenciamento ambiental. Caso aprovado na Câmara dos Deputados, o texto pode eliminar a obrigatoriedade de licenças para atividades de alto impacto e permitir liberações automáticas pela internet, sem avaliação técnica prévia.

Juliano Araújo alertou sobre os riscos da flexibilização: “A aprovação da Emenda 120 no Senado fragiliza o licenciamento justamente para atividades com alto potencial poluidor, como as usinas termelétricas a gás e carvão. Licenças simplificadas não garantem segurança energética — ao contrário, abrem margem para tragédias socioambientais”.

Além das discussões sobre licenciamento, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima anunciou um edital que destina R$ 32 milhões a ações de prevenção e combate a incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal, com recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD).

Confira  a 146ª Reunião Ordinária  do Conama

 

No final de maio, a ARAYARA já havia sido eleita como uma das representantes da região Centro-Oeste no CONAMA para o mandato 2025–2027, ao lado da Fundação Pró-Natureza (FUNATURA). A organização reforça, assim, sua presença em um dos principais fóruns ambientais do país.

“A nossa presença no CONAMA é também um instrumento de vigilância cidadã. Vamos trabalhar para assegurar que o meio ambiente equilibrado e os direitos das futuras gerações sejam respeitados e garantidos”, concluiu Araújo.

Sobre a ARAYARA

Com sede em Brasília, presença nacional e internacional, a ARAYARA é referência em políticas públicas, litigância climática e mobilização socioambiental. No Centro-Oeste, a instituição tem intensificado sua atuação em defesa do Cerrado e contra a instalação da Usina Termelétrica Brasília, com destaque para a campanha “Xô Termelétrica”, que mobiliza escolas, movimentos sociais e especialistas diante dos riscos ambientais do projeto.

Recentemente, a ARAYARA também coordenou a articulação de uma carta-manifesto contra a ampliação da exploração petrolífera no país, com adesão unânime das entidades do CNEA. O documento contesta o 5º Ciclo da Oferta Permanente da ANP, que prevê a liberação de 172 blocos de exploração em áreas sensíveis.  A organização também se soma à campanha nacional, coordenada pelo Observatório do Clima, contra o PL da Devastação (PL 2.159/2021).

Com trabalho técnico e articulado junto a comunidades, parlamentos e órgãos reguladores, a ARAYARA atua para combater as causas das mudanças climáticas e promover uma transição energética justa.

Compartilhe

Share on whatsapp
WhatsApp
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Redes Sociais

Posts Recentes

Categorias
Receba as atualizações mais recentes

Faça parte da nossa rede

Sem spam, notificações apenas sobre novidades, campanhas, atualizações.

Leia também

Posts relacionados

Arayara participa do novo relatório global do Global Monitor Energy que monitora expansão e declínio do carvão no mundo

O Instituto Internacional ARAYARA é coautor do relatório internacional Ascensão e Queda 2026 (Boom and Bust Coal 2026), produzido pela Global Energy Monitor (GEM) em parceria com organizações da sociedade civil e centros de pesquisa de diferentes países. A publicação acompanha as principais tendências globais da indústria do carvão, incluindo expansão de novas usinas, desativações, subsídios, políticas energéticas e os

Leia Mais »

Na mídia | Questionamentos judiciais fazem ANEEL adiar homologação do leilão de térmicas a combustíveis fósseis

FIESP e CNI criticam o certame e pedem para acompanhar o processo no TCU; Arayara pede ao tribunal a exclusão de usinas a carvão do processo. Por ClimaInfo 17/05/2026  Continua o imbróglio envolvendo o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) de 2026, que contratou usinas a gás fóssil, carvão, óleo combustível e diesel, e só é elogiado pelas empresas que

Leia Mais »

Brazilian Federal Court Sets Historic Climate Precedent in Coal Power Plant Licensing Case

Brazil has just reached a historic milestone in climate and environmental litigation. In an unprecedented ruling, the Federal Court of Rio Grande do Sul determined that climate impacts and greenhouse gas (GHG) emissions must be formally considered as mandatory criteria in the environmental licensing process for a coal-fired power plant. The decision was issued in a public civil action filed

Leia Mais »

Justiça cria precedente histórico ao exigir análise climática para renovação da licença da Usina Candiota III

O Brasil acaba de registrar um marco inédito na Justiça climática e ambiental. Uma decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul reconheceu, pela primeira vez, que os impactos climáticos e as emissões de gases de efeito estufa (GEE) precisam fazer parte obrigatoriamente da análise para renovação da licença ambiental de uma usina termelétrica a carvão mineral. A decisão

Leia Mais »